quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Critica da Semana -- Assalto em Dose Dupla


Fazendo graça

  
  Mais um mês vai chegando ao fim (na verdade hoje já é dezembro mas vi o filme no fim de novembro) e chegamos mais uma vez a ultima crítica do mês. E nessa ultima semana as estreias nos cinemas foram devagar, não teve nada que fosse de muito peso ou que estivesse sendo muito comentado, por isso acabei decidindo, entre as opções que tinha, ir assistir Assalto em Dose Dupla que parecia ter uma temática diferente e satírica que poderia ter algo surpreendente, mas acho que na verdade e bom não esperarem muito... bom vamos a crítica!!!
  
  Esse é um filme que poderia ser de alguma forma interessante pela proposta meio diferente que tenta abordar, um assalto a banco em forma de comédia, que se desenrola quando uma tentativa de assalto a banco se torna uma confusão enorme por terem dois grupos tentando assaltar o lugar ao mesmo tempo, um dos grupos claramente de profissionais do crime formado por John Ventimiglia (Mickey Olhos Azuis ), Mekhi Phifer (8 Mile - Rua das Ilusões) e Matt Ryan (Nem Tudo é o Que Parece) e o outro dois bandidos de segunda categoria que querem explodir uns caixas e conseguir uma grana fácil vividos pelos atores Tim Blake Nelson (Quem é Morto Sempre Aparece) e Pruitt Taylor Vince (Constantine) apostando em um elenco sem grande expressão ainda no cinema mas que e que tem a maior parte de suas carreiras em séries de tv, poderia também ser um diferencial para o filme mas que acaba não funcionando e o resultado e uma comédia bem pastelão sem nenhuma profundidade.
  
  E o problema não está no elenco ou nas atuações que inclusive conta com uma boa participação de Patrick Dempsey (Transformers: O Lado Oculto da Lua) que faz um personagem cheio de manias que estava no banco no momento do assalto, é compulsivo ao extremo e protagoniza as cenas do filme que conseguem ser mais engraçadas, e acaba se envolvendo na trama para proteger a personagem de Ashley Judd (Território Restrito) que também uma atuação interessante e consegue dar a sua personagem as nuances necessárias para cada momento diferente que ela vive (esse dois na verdade formam a dupla mais experiente do elenco), na verdade o que não funciona no filme é justamente a direção que é fraca e leva as coisa de forma que, um filme que poderia ter alguma coisa de inteligente se perder no meio de tanta besteira. Aí vc pode dizer “Mas comédia não precisa ser inteligente, precisa ser engraçada”. Bem não PRECISA ser, mas PODE ser e às vezes as pessoas do cinema se esquecem disso, não é porque tem que prestar atenção para entender a piada que ela deixa de ser engraçada.
E, além disso, o problema também não é o tipo de humor, porque se a proposta é um humor pastelão e o filme te faz rir o tempo todo, funciona, mas esse acaba deixando a desejar nisso também. O uso exagerado de palavrões no texto para forçar um tipo de “jeito de falar dos bandidos” tenta ser engraçado, mas fica fora de nível, porque o palavrão é muito engraçado no texto quando é bem utilizado, mas sendo usado o tempo todo, não tem esse efeito porque vc assume isso como o modo natural de falar no filme. E esse jeito meio exagerado parece estar em quase todas as formas de humor, o que deixa a sensação que o filme mais se esforça pra ser engraçado do que de fato é engraçado. Não é que não seja engraçado em momento nenhum (pessoalmente, cheguei a esboçar alguns sorrisos em certos momentos, mas rir mesmo nem rolou), mas pro que se propõe fica bem abaixo do esperado.
  
  Talvez se tivessem percebido que a situação criado pelo argumento principal do roteiro onde 2 grupos tentando assaltar um banco e cada um dos 5 bandidos tem seus problemas e suas doideiras somados aos reféns cada um com suas particulares, por si só já gera uma situação bastante engraçada e deixassem as história seguir se fluxo dando pitadas de piadas e humor aqui e ali ficaria muito mais engraçado do que essa enxurradas de exageros e humor forçado.
  
  Ainda que tenha seu valor como sátira dos vários filmes de assaltos a banco que existem e consiga ter boas tiradas em momentos oportunos como o papo entre dois dos ladrões onde eles dizem que precisam fazer o assalto dar certo porque a vida está difícil e a situação financeira não é boa e fazem referencia ao momento de crise financeira nos Estados Unidos, por todo o resto que não funciona como deveria não passa de um filme engraçadinho que pode fazer vc dar algumas risadas e tentar aproveitar as poucas coisas que tem de bom na trama.
  
  Feito com Efeito: Essa parte da crítica tem estado meio parada ultimamente né? Desde Gigantes de Aço não tem dado pra falar muito por aqui e esse não vai melhorar, o que dá pra falar aqui é falar mal, porque uma das poucas cenas que usa bastante CG, quando os um dos grupos de bandidos vai explodir um caixa eletrônico, é deplorável a explosão fica falsa demais e o ator sendo jogado na direção da tela parece aqueles efeitos de filme B que são feitos propositalmente para ser trash. Não sei que aprovou aquela cena. A única coisa que é razoável é um PV (ponto de vista, modo de filmagem onde a câmera filma como se fosse a visão de alguém) com night vision (visão noturna) que cria um clima legal para esconder quem é a pessoa em questão e que o efeito fica legal (não que seja algo muito complicado de fazer em CG uma visão noturna, mas pelo menso é algo pra comentar).
Ficamos por aqui de novo sem muitas coisa...Quem sabe na próxima...
  
: Como o filme acabou me decepcionando um pouco e se mostrou muito mais fraco do que eu esperava as minhas opções de destaques ficaram bem reduzidas. Por isso vamos direto ao ponto que eu detesto quando um filme não é aquilo que eu esperava...

O roteiro tem uma pequena parte que salva o que poderia ser uma história completamente previsível (eu sei que falar mal é a parte do rapaz da fantasia aqui em baixo, mas não aguentei), uma história secundária que tem no meio e mostra que o assalto não é necessariamente a única coisa envolvida na situação, mas como o conjunto da obra mesmo no roteiro (principalmente pela previsibilidade) não é bom, não dá pra dar o destaque para a história escrita por Jon Lucas e Scott Moore dupla responsável pelo recente sucesso Se Beber Não Case, mas que dessa vez passaram longe de ter o brilho do anterior.

Por isso meu destaque vai para Dempsey que tem grande valor na história e consegue a dar seu personagem o tom de humor necessário sem exagerar na dose, talvez se não fosse por ele o filme não valeria nem a (meia) entrada e pode ter como destaque secundário Matt Ryan que etre os bandidos é quem se sai melhor.
  

Ed: Ultimamente quando tem o nome de Rob Minkoff na direção não tem dado pra esperar grande coisa e pensar que ele estreou nos cinemas REALMENTE com o pé direito no comando de um dos grandes sucessos da história da Disney O Rei Leão, mas de lá pra cá só fez filmes de comédia meia boca como O Pequeno Stuart Little e Mansão Mal-Assombrada e se arriscou no ramo das aventuras no quase sem expressão O Reino Proibido e agora esse que parecia ter certo potencial, mas novamente não atinge o objetivo apesar de ter um roteiro, previsível sim de certa forma com já disse meu colega de crítica (e é uma máscara, não uma fantasia ¬¬), mas que tinha certo potencial pelo menos como comédia.

Mas falando em previsibilidade do roteiro, quando fui assistir, olhei para o cartaz do filme, ainda na fila e imaginei como acabaria, só não acertei em cheio, porque alguém deve ter notado que seria óbvio ao extremo e mudaram uma coisinha, mas a idéia é exatamente como imaginei que seria. Agora vejam, um filme que vc imagina o final na FILA, fica difícil né?

Dempsey apesar dos elogios que amerelinho fez a ele se perde um pouco no personagem no final e perde um pouco as características que do personagem na hora de resolver o caso. Tipo o personagem é altamente histérico e no final quando deveria estar mais nervoso fica calmo pra resolver tudo.

Na verdade um filme que a cada momento que parece que pode ficar bom falha em alguma coisa, seja na direção, no roteiro ou nas atuações exageradas e acaba não conseguindo engrenar em momento nenhum e é mais um pré hall de desacertos de Minkoff.





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