sexta-feira, 1 de junho de 2012

Crítica Extra -- Solteiros com Filhos

  
  Estreia na direção sem muito pra mostrar
  
  Você já teve um amigo(a) que vc confiava nele(a) mais do que tudo? E vc confiaria tanto a ponto de resolverem ter um filho juntos?!? Esse é o tema abordado no filme de hoje, dois amigos que resolvem ter um bebê já que ambos confiam muito um no outro, ainda que não tenham um relacionamento, pois com isso não teriam que enfrentar os problemas conjugais que muitas vezes um bebê trás para um relacionamento. E aí, Vc acha que algo desse tipo poderia dar certo? Essa é a pergunta que Solteiros com Filhos tenta responder, o filme estréia hoje (01/06) nos cinemas.
  
  Os amigos Jason Fryman e Julie Keller se conhecem desde os tempos de faculdade, moram no mesmo prédio e têm uma amizade profunda, mas começam a perceber que apesar de seus encontros casuais com outras pessoas nenhum dos dois tem um relacionamento estável e quando percebem que seus dois casais de amigos que começam a viver a mágica de ter filhos, também começam a ver seus casamentos ir por água abaixo, chegam a conclusão que talvez eles possam ter um filho juntos. Já que eles poderiam dividir as responsabilidades sem ter o inconveniente de estragar o relacionamento marido e mulher que, no caso, eles não tinham. A amizade continuaria e eles depois teriam a criança e poderiam encontrar o par perfeito para cada um.
  
  No fundo é uma comédia romântica que aborda conceitos sobre os relacionamentos modernos, onde decidir ter filhos e com quem nem sempre é uma tarefa muito fácil, principalmente em um mundo em que é cada vez mais difícil manter um relacionamento estável por muito tempo. Jennifer Westfeldt (Beijando Jessica Stein) que interpreta Julie, também é responsável pela direção, roteiro e produção do filme, praticamente a dona da bola! Tão independente quanto a personagem que interpreta.  A atriz faz sua estréia na função de diretora, como roteirista já tinha trabalhado na função em Beijando Jessica Stein. Como atriz, está bem no papel, consegue passar emoção quando precisa e ser engraçada em momentos chave, mas o roteiro do filme em si não ajuda muito a personagem crescer.
  
  Apesar de uns bons momentos no texto e algumas cenas engraçadas, na sua maior parte o filme não impressiona, a história fica dentro do simples e caí inúmeras vezes em clichês típicos do gênero, a direção não é ruim, mas burocrática claramente falta maturidade a Westfeldt na função. Na sua maior parte com cenas simples, com poucos personagens e câmeras e enquadramentos tradicionais, sendo em sua maioria grava em estúdio o que facilita a dinâmica de gravação. Mas como todos têm que começar de algum lugar, vale pela coragem dela de assumir tantas funções e conseguir fazer o filme ser pelo menos bem organizado, com uma estética simples, mas bem feita dentro do que pretende.
  
  No papel de Jason temos Adam Scott (Nosso Irmão Sem Noção) que achei que não foi uma escolha muito acertada para o papel, apesar de ser inegável que tem alguns momentos engraçados, não convence muito nas partes dramáticas e principalmente nos momentos que precisa se mostrar apaixonado, falta força ao personagem, apesar da irreverência que parece ser o forte do ator. Além do casal, completam o elenco Jon Hamm (Sucker Punch - Mundo Surreal), Kristen Wiig (Missão Madrinha de Casamento) que são o casal de amigos com sérios problemas no relacionamento, Chris O'Dowd (As Viagens de Gulliver), Maya Rudolph (Gente Grande) que fazem o casal briguento, porém engraçado e Megan Fox (Anjo Do Desejo) talvez a atriz de maior peso no filme, mas que tem uma participação reduzida e interpreta uma bailarina linda e talentosa que meche com a cabeça de Jason e deixa os homens de boca caída, ou seja, não precisou fazer nem força.
  
  A ideia central é brincar com a dinâmica dos relacionamentos e dos sentimentos que são criados entre aqueles que se amam, sejam amigos ou amantes, mas inevitavelmente cai em excessos de clichês e apesar de bonitinha a história não apresenta nada de novo. Uma comédia romântica que talvez pela proximidade do dia dos namorados possa ser até uma boa pedida para aquele casal que não está procurando boas histórias, mas sim momentos românticos, para assistir em baixo do edredom tomando chocolate quente, mas como filme não é grande coisa.
  
  Feito com Efeito: O estilo do filme é bem simples, principalmente no que diz respeito à parte estética, então efeitos visuais é um luxo que não existe. E nesse caso “não existe” é tão literal que o filme não tem nem uma equipe de efeitos ou videografismo ou nada do tipo (duvida? Veja os créditos no IMDB). Então o que me resta é não ocupar espaço com essa sessão e esperar o próximo filme.
  
: Tava demorando, tava tudo muito tranqüilo pro meu lado ultimamente, sabia que tava preparando alguma coisa pesada. Esse é o tipo de filme que o cinema norte americano tem milhões no mesmo estilo, muda a temática central, mas de resto é tudo mais do mesmo. Entendo que é uma diretora / escritora em início de carreira que até então só atuava e essa transição às vezes pode precisar de um filme meio café com leite para ir se acostumando com as novas funções. Apesar de que tendo ela participado do roteiro do muito bem falado Beijando Jessica Stein, achei que pudesse vir algo um pouco melhor. Mas quem sabe mais pra frente ela se acha melhor nas novas funções, porque como atriz ela vai muito bem e mesmo o filme não favorecendo, consegue fazer uma boa atuação.
  
  O meu destaque de hoje (foi difícil hoje hein) vai para uma cena específica do casal Jason e Julie que se na parte de química romântica não foi lá essas coisas, pelo menos têm alguns momentos engraçados bons. Em especial a cena quando eles resolvem fazer sexo para conceber o bebê e a cena mostra como seria dois amigos que se conhecem bem até de mais, tentando ir para a cama pela primeira vez e todas as enrolações e constrangimentos que um momento desses pode causar. Talvez um dos momentos que as piadas fluem com maior naturalidade no filme e também de maior química entre o casal. Por isso merece o meu reconhecimento pela boa realização.
  
Ed: Aleluia!!! Até que enfim um que ficou simples hein, mais fácil que tirar doce de criança (e Olha que o cara não tem dedos – ). Pode falar douradinho, mas hoje ficou ruim foi pra vc! Bem por onde eu começo?
  
  Vou começar pelo mais óbvio, esse rapaz que faz o Jason foi realmente uma péssima escolha, desde o início ele aparece como o garanhão que fica com várias mulheres, mas não se apega a nenhuma, mas na verdade ele parece mesmo o amigo gay da menina. Em certo ponto do filme rola até uma piada com isso e achei que poderia querer usar isso justamente para dar essa ideia e no final mudar as coisas...mas não muda, em nada!!! Ele é o amigo gay dela até a última cena e definitivamente não convence quando precisa mostrar que está perdidamente apaixonado. E ainda mais, me digam como um cara desses consegue sair com a Megan Fox, com esse jeitinho dele isso ser mais fácil o Sgt Garcia Pegar o Zorro do que ele a Megan!!!
  
  As piadas que deveriam ser o forte da história em muitos momentos são forçadas e o texto, nota-se que foi escrito na intenção forçar a risada do público. Em vários momentos o texto apela para palavras como “cock” e “pussy” (não sabe o que é? Pesquisa no Google, exceto se estiverem no trabalho, por favor). Não que eu ache que isso ofenda, de forma nenhum, mas é o tipo de piada pronta que tenta forçar a graça nas cenas e que muitas vezes não existem. Aplicadas no contexto certo essas palavras servem muito bem, mas do jeito que são usadas – e também pela frequência – acabam não colaborando em nada.
  
  Fora os clichês, a história é praticamente afundada neles, estão presentes e vários lugares e de diversos tipos, até em objetos como álbuns de fotografia usados para sensibilizar e coisas do tipo. As próprias piadas tem algumas que vc já fica esperando que vão acontecer, e isso sem falar no final que mais óbvio impossível.
  
  Enfim em meio a todo esse emaranhado de coisas batidas e história que dava pra prever os movimentos, reparei uma coisa...A Jennifer Westfeldt que é a personagem principal me lembra muito a Phoebe do seriado Friends Não acham?
  
  
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