quarta-feira, 4 de julho de 2012

Crítica da Semana -- Prometheus


  
  Pessoal, semana passa minha semana foi uma bagunça por causa de alguns problemas pessoais e por causa disso as críticas atrasaram, estou ao poucos acertando as coisas por aqui, essa está saindo como Crítica da Semana, mas não é estreia dessa semana, desculpem pelos atrasos, mas em breve estará tudo em ordem de novo.
  
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  Os mistérios da origem

  Quando Ridley Scott (Robin Hood) anunciou seu retorno nos cinemas ao mundo criado em Alien, o Oitavo Passageiro, criou-se uma grande expectativa em torno do lançamento de seu novo projeto. Mas quando se trata de um filme com o tamanho de Alien, tanta expectativa nem sempre é muito bom, já que nem sempre é muito fácil agradar diversos tipos diferentes de fãs. E exatamente isso vem acontecendo com o tão aguardado Prometheus, muitos fãs e apreciadores do filme que deu origem a franquia de Alien, se dizendo decepcionados com o resultado. E prefiro definir de duas formas que vou aprofundar e justificar na crítica. Vendo ele como um filme isolado, é um bom filme de ficção científica, com um enredo que faz pensar e fala sobre conceitos existenciais da raça humana. Porém, pensado dentro do contexto do filme que foi sucesso em 1979, realmente deixa algumas coisas a desejar, mas existem alguns poréns que devem ser levados em conta. Essa é nossa crítica de hoje.

  Logo nas primeiras cenas, podemos perceber que tecnologia de ponta e muitos efeitos visuais não vão faltar no filme. E apesar da apresentação da nave e depois da tripulação lembrar muito o estilo do filme de 1979 o restante do visual parece muito mais futurístico do que teve no primeiro Alien (até porque a noção que se tinha de uma tecnologia avançada na época, era muito diferente da que temos hoje). Visto isso optei por uma coisa naquele momento, não ia assistir ao filme comparando ao antigo, pretendia, tanto quanto possível, ignorar o fato que houve algo antes e assim farei na crítica também. E retomarei a comparação apenas no final para um questionamento.
  
  Claro que é impossível não falar por completo no assunto “oitavo passageiro” com a enxurrada de referências que vemos no mundo visitado em Prometheus, mas falarei evitando comparações. Até porque vale ressaltar, que como os fãs mais atentos devem ter percebido, o nome da lua que a tripulação está nesse filme não é o mesmo onde os tripulantes aterrizam no Alien, apesar da quantidade de semelhanças.
  
  Entrando na história do filme em si, Ridley Scott nos leva para uma viagem de exploração científica, não apenas nos confins do universo, fora do nosso sistema solar, mas também para explorar as origens da vida humana. Por que estamos aqui? Qual nosso propósito? Perguntas que a doutora Elizabeth Shaw e o doutor Charlie Holloway pretendem responder com a viagem que fazem junto com toda a tripulação da nave Prometheus. Interpretados respectivamente por Noomi Rapace (Sherlock Holmes: OJogo de Sombras) e Logan Marshall-Green (Demônio), os dois são o centro da trama. Todos dois têm um desempenho dentro do esperado e Rapace mostra que merece o espaço que vem ganhando cada vez mais no cinema norte americano e entrega uma personagem forte nos momentos certos e que representa bem o que o filme precisa, sem repetir a personagem feminina, que tem características bem parecidas, de Sigourney Weaver.
  
  O elenco também tem Charlize Theron (Branca de Neve e o Caçador) que, se brilhou na adaptação do conto de fadas, Branca de Neve, nesse tem bons momentos, mas apesar de sua imponência em cena, muitas vezes passa despercebida, no papel da executiva e financiadora da viagem Meredith Vickers. Quem tem uma atuação de bastante destaque é Michael Fassbender (À Toda Prova) como o andróide David que convence como robô e mantém a expressão impassível nas mais variadas situações, além de ter falas muito boas, cheias de significado para a história e referencias a grandes filmes, das quais destaco “Grandes coisas têm pequenos começos” que além de ser uma referência ao clássico Lawrence da Arábia (1962), tem grande significado para a história do filme.
  
  De um modo geral a estética do filme é bem feita, mas se tratando de Ridley Scott estava esperando algo mais trabalhando no formato do suspense, porém as coisas mais interessantes ficam por conta das novas possibilidades que se abrem com as descobertas feitas no novo planeta. Tudo demonstra o quão profunda foi a imaginação do diretor e dos roteiristas Jon Spaihts (A Hora da Escuridão) e Damon Lindelof (Cowboys & Aliens) que do ponto de vista técnico fazem um ótimo filme. Por outro lado achei que em muitos momentos o suspense científico, deu lugar ao terror exagerado que força a tensão com sangue espirrando, braços quebrados e monstros com tentáculos. Coisas que ficaram exageradas e fogem bastante do estilo de filme que eu estava esperando. Porém, existem outras questões muito boas, como a discussão sobre a origem da raça humana e a contraposição fé e ciência que acontece em vários mementos e tem na personagem da doutora Shaw uma união, onde a cientista que questiona a origem da vida na terra não abandona sua fé, independente do que aconteça.
  
  E como falei que no final retomaria as comparações com o filme onde tudo foi criado, uma das coisas que mais me chamou atenção é a diferença de tecnologia de um para o outro, como já falei, tudo em Prometheus parece muito mais moderno que no Alien (com exceção dos trajes dos astronautas que são bem parecidos), esse se passa antes do feito 1979. E apesar disso, tenho certeza que os fãs vão reconhecer as referências deixadas pelo caminho (a explicação para aquele corpo fossilizado que os exploradores vêem no Oitavo Passageiro, é muito boa!).
  
  No final podemos perceber que a viagem da nave Prometheus é uma expedição em busca de respostas, mas que acaba encontrando muito mais perguntas do que respostas. E essa forma de deixar muita coisa vaga, compromete um pouco o roteiro, deixado-o superficial em vários momentos. Mas depois pensando sobre o assunto e juntando tudo me veio à cabeça, será que intenção original de Scott é transformar isso em um Reboot da série Alien? Se for o caso, explicaria também a falta de preocupação em manter o estilo tecnológico parecido, já que tudo isso pode culminar em um remake de Alien, O Oitavo Passageiro. É bem verdade que Scott não faz muito o tipo que gosta de continuações, mas será que para uma franquia como essa ele abriria exceção? Se isso vai acontecer e se vai ser bom ou não é outra história, por hora, o que podemos fazer é aguardar e ver onde o resultado nas bilheterias e a cabeça do diretor levam essa história.
  
  Feito com Efeito: Efeitos é o que não falta... Logo no início já tem uma apresentação do financiador da expedição que já morreu, mas deixou as recomendações gravadas em uma projeção holográfica tridimensional, onde parece que ele está na sala falando com as tripulantes, bem legal!!! Aí eles chegam ao planeta e a ambientação do lugar é muito boa, a criação de um planeta completamente deserto e destruído por algo que não se sabe o que é, é uma visão muito melancólica e ainda vista de cima, pela visão da nave te coloca dentro da situação. Nesse ponto já temos certeza de que não foram poupados esforços para construir o lugar onde se passa a história e a projeção 3D (para quem for ver dessa forma) valoriza muito esse trabalho de criação, além de todos os elementos viscosos, líquidos e vapores que aprecem em vários momentos, como não podia deixar de ser.
  
  Algumas coisas bens legais não vão ser ditas aqui pra evitar spoillers, mas o que com certeza é muito legal é o mecanismo de rastreamento que eles utilizam para verificar a caverna onde a maior parte da ação acontece. Pequenas bolinhas com raios lasers voam pela caverna toda e vão mapeando cada parte dela e gerando uma projeção virtual em 3D da caverna para os tripulantes da nave. Uma tecnologia muito útil para exploração de lugares desconhecidos e que eu não duvido nada que já esteja sendo usada por aí. E gostei bastante da forma como utilizaram e criaram o mecanismo no filme.
  
  Ai ai, penso em outras coisas para comentar, mas tudo me parece que pode entregar alguma coisa da história, então vou encerrar por aqui e deixar o restante pra vcs verem, mas só mais um detalhe... Achei a criatura dentro da sala no final, beeeem exagerada, Enfim....
  
: Pessoal, entendam de uma vez por todas, Alien foi um filme que marcou época e está nos álbuns de recordações da minha família pelos ótimos efeitos em uma época que existiam poucos filmes com essa capacidade, então ir ao cinema esperando ver algo parecido com aquilo pode ser bem decepcionante, os tempos são outros e como todo mundo em Hollywood, Ridley está acompanhando as tendências, talvez até planejando uma nova franquia como o chefe comentou. Então procurem assistir o filme pelo que ele é e não pelo que Alien foi.
  
  Dito isso, tenho que concordar que o resultado final não me pareceu chegar nem perto de ser a obra prima que alguns esperavam, mas minha sensação é que Ridley está preparando o terreno para algo maior. Então, quem sabe ainda não teremos algo digno de pelo menos entrar na história do cinema, do mesmo jeito que Alien fez anos atrás.
  
  E como ponto principal deste filme, indiscutivelmente, ressalto Michael Fassbender que vem cada vez crescendo mais nas suas atuações e se consolidando com um dos grandes atores do momento, creio que não vai demorar muito para ficar conhecido da família, porque chegar ao Oscar é só questão de tempo.
  
Ed: Santo cristo!!! É só ter um filme mais polêmico que todo mundo fala demais, vou ser legal com os leitores e prometo ser mais breve...(se é que ainda tem alguém lendo até aqui ¬¬)
  
  Vamos lá...hoje já voou começar de sola, aquela primeira criatura que aparece (tá bom chefe não vou dizer onde nem quando, pode deixar) é muiito fálica!!! Gostaria de saber o que estavam pensando quando criaram aquele layout...ou melhor, não gostaria, tem coisa que é melhor não saber...
Obs.: Seguindo minha sessão compre um dicionário, e vc no sabe o que é fálico, então...Google it!!!
  
  Outra coisa que vou dizer mais serei bem vago, para não arrumar problema por aqui, se um conhecido seu que vc sabe que está morto aparece na sua porta, vc abre a porta pra ele?!? Pelo visto o pessoal na Prometheus abre!!! xD (prestem atenção no filme que vcs vão entender)
  
  Vou também dar uma dica pra vcs, que teve personagem do filme que não sabia disso, se uma nave alienígena de zozentas mil toneladas está caindo na sua direção, vc corre pra longe dela...e não em linha reta na mesma direção!!! Ok, ok, vou encerrando por aqui antes que eu seja demitido...
  

3 comentários:

  1. Não gostei do filme. Achei fraco, confuso e não carecia nunca uma versão 3D.

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  2. Confuso porque você é burro demais para ver esse tipo de filme.

    Prometheus melhor do ano!

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    1. Não, é confuso mesmo. Mas é proposital para se criar uma sequência. Abre novos mistérios desnecessários sem agregar muito ao Alien. Na verdade é um filme médio em dificuldade de interpretação. Eu só ficaria feliz em "descobrir os mistérios de prometheus" se eu tivesse uns 12 anos.

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