terça-feira, 13 de novembro de 2012

Abertura do Festival Adaptação - Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now


  
  Quinta feira (Dia 08/11) teve início o Festival Adaptação (para quem ainda não está sabendo o que é ==> Clica ) e a sessão de abertura foi com a pré-estreia do documentário Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now, de Ninho Moraes - estreando na direção de um longa e também como roteirista no cinema - e Francisco César Filho (Augustas), que foi exibido no Espaço Itaú de Cinema, no Rio de janeiro e contou com a presença do diretor Ninho Moraes e também do cantor Luiz Caldas e do ator Alexandre Nero (A Novela das 8) que interpretaram músicas no documentário que estreia no circuito dia 23 de novembro. Além de amigos e convidados que estiveram presentes para prestigiar a cerimônia de abertura, também estiveram presentes os curadores do evento, assim como a atriz Leandra Leal (Estamos juntos) que é uma das responsáveis pela produção do festival.
  

O filme dá uma nova abordagem ao movimento cultural brasileiro, iniciado através da música, artes plásticas, cinema e que tomou vários seguimentos artísticos da época. Segundo o diretor Ninho contou em entrevista ao CA, a ideia do filme surgiu como uma homenagem aos 40 anos do tropicalismo, em 2006 e com o tempo acabou se tornando mais uma espécie de reflexão, do que uma comemoração da data. Hoje, o filme é mais um ensaio sobre o movimento que um documentário, que procura refletir sobre o tropicalismo através de uma visão mais atual, em um mundo digital, com internet, entre outras coisas.
  
  O diretor também comentou que está muito animado com a estreia nesse festival que, segundo ele, tem tudo a ver com o filme já que "O Futuro do Pretérito é uma visão atual de um movimento que aconteceu na década de 60 e que já foi, na época, uma forma de visão da Semana de Arte Moderna de 1922, que é o tema do festival desse ano". O diretor ressalta ainda que o debate que vai acontecer no Instituto Moreira Salles (aconteceu dia 09/11, no dia seguinte da pré-estreia) será muito instigante, porque existem outros filmes no evento que tratam sobre o mesmo tema, mais ou menos com a mesma abordagem e será interessante conversar sobre as influências.
  
  Quando perguntamos sobre como ele espera que seja a aceitação do documentário pelo grande público, Ninho diz que apesar de esperar que atinja bem o público, não é exatamente esse o foco do filme e essa ponte pode ser dificultada pela questão financeira: "O filme vai estrear em poucas salas e assim fica mais difícil de chegar ao público. Por outro lado, sabemos do poder que vamos ter com a televisão e a internet, onde está tendo uma forte divulgação. Porém, estamos contando mais com os circuitos menores e as apresentações em festivais, onde o filme tem sido muito bem recebido." Completou o diretor que tem o forte de sua carreira na televisão, além de ministrar aulas de cinema, e tem nesse longa seu retorno as telonas  - de onde saiu nos anos 90, após realizar 2 curta metragens - e que segundo o diretor "É uma volta para ficar".
  
  O cantor Luiz Caldas que é um dos interpretes do filme comentou que adorou o convite para fazer o filme já que as músicas tropicalistas e o movimento de uma forma geral foram uma grande influencia da sua música e apesar de ser sua estreia no cinema, afirmou que não teve maiores problemas:  "Me senti super tranquilo, porque minha participação foi com música e isso é uma coisa que está no meu sangue, desde criança. Comecei a cantar com 7 anos de idade já para o público. Seria pior se tivesse que interpretar alguma coisa, mas acho que daria conta do mesmo jeito." Confirmou, bem humorado.
  
  O filme, além de Luiz Caldas e Alexandre Nero, contam com a direção musical de André Abujamra e com a participação de outros cantores, além de ter no elenco os atores: Gero Camilo (Assalto ao Banco Central), Helena Albergaria (Trabalhar Cansa), Carlos Meceni (Os Inquilinose Alice Braga (Na Estrada).
  
  
  Quem também esteve presente prestigiando o lançamento do filme foi o escritor Getulio Mac Cord, que está lançando o livro Tropicália, Um Caldeirão Cultural, que aborda vários aspectos desse movimento iniciado fundamentalmente por Gilberto Gil e Caetano Veloso, mas que ganhou muitas outras vertentes através dos anos, que são abordadas pelo autor no livro. Uma leitura altamente recomendada para quem quiser conhecer um pouco mais a fundo sobre o movimento, suas várias vertentes e influências.
  
  
  Veja outras fotos do evento:
  
 

  O festival está só começando e vamos ter mais postagens aqui sobre o evento. Teremos também em breve a crítica do documentário de Ninho Moraes e muito mais sobre o Festival Adaptação que vai até o dia 18 de novembro. E no final da cobertura (depois do dia 18), teremos um sorteio surpresa para vcs leitores que estão nos acompanhando. Por isso continuem ligado nas nossas postagens e para não perder nada, siga o @CinefilaArte e curta nossa Fanpage. Até a próxima!
  
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