quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Crítica Extra - Até que a sorte nos separe.



O show a parte de Hassum.
  
  Roteiro clichê, piadas clichês, personagens clichês. O filme dirigido por Roberto Santucci (De Pernas Pro Ar) e escrito pela dupla Paulo Cursino e Angélica Lopes é rodeado de clichês, tem um roteiro fraco e pra arrematar a produção Globo filmes temos a "lição de moral" no melhor estilo "melhor pobre mas amado do que um rico e sozinho".

  No filme, Tino (Leandro Hassum - Eu e meu Guarda chuva) é um pai de família que graças à vontade de sua esposa Jane (Danielle Winits - Os normais 2 - A noite mais maluca de todas) de mudar de vida ganha na loteria. 10 anos se passam e Tino se vê com a difícil tarefa de contar para Jane que todo o dinheiro do prêmio acabou e com isso a vida de regalias também, para cumprir a difícil tarefa, Tino recebe a ajuda de seu Vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas - que vive um papel Totalmente diferente do recente traficante travesti Diaba Loura de Totalmente Inocentes) Um consultor financeiro ranzinza e em crise no casamento. Tino terá também ao seu lado Adelson (Ailton graça - Família Vende Tudo) amigo de longa data e seus filhos, Já que por recomendação médica Jane - que descobre a gravidez do 3º filho - deve evitar estresse e fortes emoções. 
  
  O filme tem cara de sessão da tarde e se não fossem por Hassum com seu jeito exagerado o filme teria sido bem pior... Não há quem resista ao humor exagerado de Hassum, humor de caricatura, cheio de caras, bocas, gestos, trejeitos e etc... Confesso que esse humor a La zorra total não me atrai, mas Hassum consegue acertar em cheio... Ele consegue levar o  filme fácil nas costas com facilidade, sem desmerecer é claro o trabalho de Ailton graça que faz um decorador “vintage” maravilhoso que arranca muitas gargalhadas com a sua desmunhecada inesperada (Ailton não esconde a influência de Mussum da mangueira para compor o personagem em uma cena que balança a cabeça em negativa da mesma forma que o “saudozis” mussum fazia. rsrs) vemos também na tela Danielle Winits - com o rosto assustadoramente esticado e um bronzeado na pele estranho - não aproveitou bem o seu papel. Ela poderia ter aparecido mais na cena porém, parece que preferiu apenas acompanhar Hassum nas cenas. Os outros personagens não tem graça servem como ponte para que a historia não fique sem sentido.
  
  Apesar da falha do roteiro, dos clichês e do formato “zorra total“, vale a pena assistir o filme, você sairá do cinema com a barriga doendo de tanto rir com Hassum, que mais uma vez mostra ser ótimo no que faz, mesmo sendo pra uma produção Globo filmes!
  
: Nossa, esse foi tenso!!! Mais um filme da linha de comédias escatológicas que o cinema brasileiro tem a capacidade de produzir com facilidade, mas que o resultado parece sempre meio bobo. 
  
  A sorte do filme é que o Leandro sabe fazer muito bem esse tipo de humor e sabe usar dele pra ficar muito engraçado. Não tem como passar o filme sem rir de pelo menos algumas piadas e momentos dele. Com certeza ele salva a produção e se não fosse por isso, seria mais um filme pra passar no máximo na sessão da tarde. Sendo assim, meu destaque de hoje é sem dúvida pra Leandro Hassum e seu ótimo trabalho humorístico.
  
Ed: Depois de uma sequencia de filmes do Festival do Rio, fazer esse foi mais fácil que cortar gelatina!!! Dá pra dar mais marretada que pedreiro em prédio velho e eu poderia falar por horas... Por sorte a nova estagiária já esculhambou bastante a produção, então poderei falar um pouco menos (afinal é pra isso que servem os estagiários, certo?).
  
  Se gritos, escatologias e um roteiro terrível fossem o pior ainda estaria bom, já que esse tipo de humor fast food é comum no cinema nacional, mas algumas cenas tem a qualidade técnica sofrível que não se vê nem em algumas das novelas mais fuleiras da tv!!! A sensação é que cada setor da produção trabalhou independente e as coisas não se completam.

  O próprio Hassum não é nem de longe excelente (apesar de pelos comentários anteriores, é o que de melhor pode se tirar dessa "Zorra", sim o trocadilho foi de propósito). Ele é exagerado por natureza e pode até ser engraçado, mas ele nunca vive um personagem, já que ele é o mesmo seja no Zorra Total, no seriado que faz pra tv ou no cinema. Tem cenas dele que é tanto escândalo, que chega a cansar e no mais, se eu quisesse ver um stand up do Hassum, iria ao teatro e não ao cinema!!!

  O que falar de Winits, comentar sobre a atuação ruim é redundância, porque nunca vi ela muito bem nas telas, mas seu personagem mal serve de suporte, a única coisa que me resta dizer é... PARE DE FAZER CINEMA!!!
  
  Encerando que já falei demais, o que eu falei que não ia fazer (pra vcs verem como tem coisa ruim), os personagens secundários são muito mal utilizados, alguns poderiam facilmente serem substituídos por cones com as falas escritas em um cartaz, já que só tentam colar as partes da história e mesmo isso fazem mal. 

Ahh claro, vale lembrar que a produção usou uma boa grana para ser produzida, então não tem nem desculpa de ser uma produção amadora... enquanto tem ótimas produções engavetadas por falta de verba ou incentivo. Infelizmente esse tipo de cinema ainda ganha prioridade muitas vezes e sinceramente não sei por quê.
  
  Ficha técnica do filme / Trailer
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