quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Crítica da Semana -- Detona Ralph


  Pessoal, estamos de volta com mais uma Crítica da Semana, ficamos um tempo sem colocar nenhuma crítica no ar devido a alguns problemas de trabalho que tive no final do ano que acabou de passar (quem ainda não está interado no assunto, leia nosso post de fim de ano). Mas agora estamos de volta a todo vapor, então se preparem porque um novo ano começa e muitas novidades vêm por aí.
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A animação dá vida ao 8 bits
  
  Quem nasceu antes do final da década de 90 certamente teve contato de alguma forma com os games em 8 bits, seja por um console de vídeo game que teve, ou pelos clássicos fliperamas que na época estavam espalhados por vários lugares. Hoje com toda tecnologia que existe, esses games foram deixados meio de lado para dar espaço aos games de alta tecnologia, gráficos em 3D e super definição de imagem, mas com certeza muitos que viveram aquela época com eu, lembram da sensação de chegar no Fliper e colocar uma ficha pra jogar seu árcade preferido. Porém, tem uma coisa que quase nenhum de nós nunca parou para pensar, como seria a vida daqueles personagens que estavam todos os dias nas telas para nos divertir? Será que alguém algum dia parou pra pensar como eles se sentem? Isso seria muita loucura?
  
  Loucura ou não, a Disney Animation através da ideia dos roteiristas Jim Reardon (Wall-E), Phil Johnston (Um Negócio Nada Seguro) e Rich Moore (Mais conhecido por ter dirigido séries com Os Simpsons e Futurama) que também assina a direção de seu primeiro filme para os cinemas, pensou em como seria essa vida de personagem de video game e mais ainda, o que aconteceria se um dos clássicos vilões se cansasse dessa vida de malvado e a resolvesse que queria ser visto como o mocinho. Essa é a história que move o mais novo longa de animação dos estúdios Disney Detona Ralph e essa é nossa primeira crítica do ano pessoal!
  
  Pra quem não lembra, Ralph era o antagonista do jogo Repara Felix Jr, onde ele destruía um prédio e o pequeno Felix vinha reconstruindo o edifício com seu martelo mágico. Um dia o grandão se cansa de ser visto como uma pessoa ruim e ficar sempre sozinho, enquanto Felix recebe toda a atenção e resolve que também pode ser o herói se ele quiser. Isso acarreta muitas confusões no mundo dos games e o leva a conhecer a simpática e atrapalhada Vanellope, do jogo Sugar Rush Speedway que vai mudar a vida de Ralph para sempre.
  
  A ideia por si só é excelente, quando comecei a ver o rumo da história, os cenários criados e toda a ambientação que acontece, mostrando o dia a dia dos personagens dentro das maquinas de fliperama, o que eles fazem quando o dia termina e a loja fecha, como se faz o contato deles com as maquinas e como os personagens se relacionam entre si, a primeira coisa que me veio à cabeça foi... Como ninguém nunca pensou nisso antes?!? O argumento funciona muito bem, claro que é necessária uma imaginação com certa quantidade de dorgas pra imaginar tudo aquilo, mas do momento que a parte criativa está pronta (e que eu imagino que não tenha sido nada fácil), o restante fluí perfeitamente, porque é um mundo onde toda criança que já esteve em um fliperama, ou que pelo menos já jogou video games, acha fascinante descobrir a cada passo. E quando digo crianças, não me refiro só as que são crianças hoje, mas as que foram e passaram por isso, porque vai ter muito marmanjo adorando ver os personagens da infância ganhando vida na tela.
  
  Falando em personagens clássicos, uma das cenas mais legais é a reunião de “Vilões Anônimos” onde os inimigos dos jogos se reúnem para discutir seus problemas e suas mágoas da vida de caras malvados. A sequência é impagável, reunindo alguns dos vilões mais conhecidos dos games como Mr. Bison, Zangief, Robotinic, Noob Saibot do Mortal Kombat, um fantasma do Pac Man e até um dos desengonçados zumbis de House of Dead.
  
  A estética do filme é toda pensada e trabalhada em cima do estilo dos jogos, e como a maioria deles vem da era 8 bits muitas referências dos jogos foram utilizadas como, por exemplo, os sons. Os efeitos sonoros de pulinhos, coisas quebrando ou recompensas que os personagens ganham são bem estudados e relembram detalhes e momentos dos games. Como uma cena onde Ryu e Ken saem depois do trabalho para uma cerveja. =D
E as piadas não ficam só nos games, muitas situações atuais são exploradas como piada no filme, como uma brincadeira gigante com a mais do que conhecida consequência de misturar Mentos e Coca-cola Diet!
  
  É claro que não dá pra esperar uma profundidade, nem complexidade em um roteiro da Disney, mas temos uma história bem interessante e que vai conseguir prender o espectador durante as quase duas horas de filme.  Um filme para toda família e que vale o ingresso, independente da sua idade. Ahhh e uma dica pra quem for assistir, levem doces para o cinema! Porque as cenas dentro do Sugar Rush, vão fazer vc ficar desejando um marshmallow ou uma balinha de goma!!!
  
  Feito com efeito: Aewww começando um ano com uma animação 3D, bom pra nossa sessão de efeitos da crítica! Achei o trabalho da galera muito bem feito, ouve um bom estudo para a criação dos personagens e dos ambientes virtuais.
  
  Os cenários foram todos muito bem imaginados e reproduzem um mundo dentro do universo dos video games, com direito a trens de transporte que circulam pelas tomadas, um bar onde os personagens se encontram (do jogo da década de 80, Taper) e até uma grande estação central onde se interligam todas as máquinas e jogos do fliperama. Sem falar, é claro, no cenário cheio de guloseimas da Sugar Rush realmente dá vontade de comer doces o filme todo (eu já disse isso??).
  
  Os personagens também são bem legais, desde os insetos carnívoros de Hero's Duty, passando pelas versões em 3D de vários personagens clássicos dos games, até a ótima animação dos personagens que vem de jogos 8 bits, que apesar de serem modelados em 3D nos melhores softwares, têm em seus movimentos aqueles trancos e animações forçadas que víamos nos jogos antigos, onde parece que cada movimento é um quadro que pula! O estudo da equipe foi muito bom, até a forma do Felix Jr pular lembra a maneira do jogo, apesar de vermos um personagem todo recriado digitalmente!
  
  Parece que finalmente a nossa querida Disney emplacou um filme interessante na era das animações digitais!!!
  
: Como já foi dito na crítica, o maior destaque do filme é o roteiro, é ele que sustenta todo o resto e a boa ideia para a história, diferencia as horas agradáveis que se passa no cinema, do que poderia ser só mais um filme cheio de lições de moral da Disney. Não só a ideia, mas também a montagem e a forma de executar o roteiro foram boas, o diretor do filme ser um dos roteiristas ajuda bastante esse processo, já que ele já conhece bem a história na hora de dirigir e pensar as cenas.
  
  Eles até fugiram um pouco do estilo empedrado de vilão que a Disney sempre usa, onde ele é sempre de cara o manipulador e perverso. Na verdade o antagonista fica desconhecido quase até as sequências finais do filme e a história tem outros desafios que não sejam só essa infinita luta do bem contra o mal que está sempre presente nas produções da casa do Mickey Mouse. O que é um bom ponto no roteiro. Parece que a equipe de animação está conseguindo abrir um pouco a mente do pessoal por lá! É sempre uma luta mudar o estilo de fazer animação da Disney, tem uma velharada lá que ainda acha que está na época da inocência, do tipo de A Branca de Neve.  A juventude e as crianças evoluíram e o cinema voltado pra elas precisa fazer isso junto, e esse filme procura dar os primeiros passos nessa direção.
  
  E pra quem viu o filme (e pra quem não viu tb) e ficou com vontade de dar uma testada nos jogos que passaram pela tela, o site oficial da Disney está disponibilizando os 3 principais pra galera jogar!!! Quem quiser conferir é só entrar na página oficial do filme no site da Disney,na sessão Games (só clicar no link que vai!)
  
  Ahhh é... Feliz Ano ano pra vcs!!! =)
  
Ed: Mais uma animação feliz e colorida da Disney e as pessoas ainda esperam que eu deseje, bom ano novo... *pif* Tá certo que tem uma galera nesse filme que eu me amarro, tipo o Bowser e o Robotinic, mas ainda assim não é o suficiente pra compensar...
  
  Aí vem aquela criança, com aquela voz que cansa meus ouvidos depois de 20 min de filme (eu vi dublado, só pra constar, portanto estou falando da voz brasileira)... e aquele cenário tem tanto rosa e tanto doce que eu quase saí diabético da sessão!!!
  
  Uma coisa que eu achei que foi desperdiçada. Já que era pra passar tanto tempo naquele reino das guloseimas, pelo menos aproveitassem melhor a corrida, um cenário de corrida com carros que se atacam (no melhor estilo Mario Kart, que tenho certeza que vcs conhecem), poderia ter rendido ótimas cenas pra animação e no entendo é usado bem pouco.
Acho que é isso... e vamos ver o que esse ano nos aguarda...... ahn?!? Como é? Ahh sim, eu sei que combinamos... Tá, tá já vou desejar... Feliz ano novo, cambada ¬¬
  
  Ficha técnica do filme / Trailer
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