sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crítica da Semana -- Percy Jackson e o Mar de Monstros

  
Nova direção, mesma história
   
  Essa semana tivemos uma postagem falando sobre o primeiro teaser de Jogos Vorazes: Em Chamas que chega aos cinemas em novembro desse ano. Comprovando a inundação de filme baseados em livros de sucesso entre o público jovem e adolescente, na crítica de hoje vamos falar sobre outra continuação de uma franquia baseada em livros, só que dessa vez a obra que deu origem aos filmes, foi escrita por Rick Riordan e sua franquia cinematográfica teve início em 2010 com o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Com a segunda parte da história chegando aos cinemas, fomos conferir e hoje o filho de Poseidon, será o tema de nossa crítica.
  
  Depois de o primeiro não ter o sucesso esperado nas bilheterias, a produtora 20th Century Fox, vem para essa continuação com uma equipe totalmente nova a frente do filme, que agora está sob a direção de Thor Freudenthal (Diário de um Banana) que é a prova viva da renovação que a produtora está procurando para sua franquia, apostando em uma direção com bem menos bagagem que a do experiente Chris Columbus, que esteve à frente de 2 filmes da franquia Harry Potter, além de clássicos como O Homem Bicentenário, Uma Babá Quase Perfeita  e Esqueceram de Mim. Enquanto Thor, está apenas em seu 3° longa.
  
  O roteiro também trocou de mão e desse vez ficou a cargo de Marc Guggenheim que foi o responsável pelo roteiro da recente versão do Lanterna Verde de 2011 (que não foi bem aceita, diga-se de passagem) e atua na equipe de roteiristas da série de tv Arrow (televisionada no Brasil pela Warner). Parece que a fox apostou na experiência do escritor com heróis para dar um gás novo a sua franquia que, por sinal, pode não ir longe dependendo do desempenho desse segundo filme nas bilheterias.
  
  Quanto ao roteiro, a história agrada. Apesar da atmosfera previsível e bem simples que envolve toda história desse tipo, o enredo mitológico é bem abordado (o que ter o livro como base ajuda muito). Adoro a forma como é feita a mistura entre o mundo da mitologia e o nosso, com detalhes como as três bruxas cegas, que dividem um olho só (na mitologia grega conhecida como Moiras), estarem dirigindo um táxi novaiorquino ou o Deus Hermes usar uma empresa de entregas, como fachada para sua loja de artigos divinos.
  
  Dessa forma, ainda que no melhor estilo “pipocão” a história flui bem e consegue divertir quem se arrisca no mundo escondido dentro do nosso, cheio de Deuses, semi-deuses, ciclopes e criaturas mágicas.
  
  O elenco, ao contrário da equipe, se mantém bem fiel com os 3 protagonistas que foram apresentados na primeira parte da história. Alexandra Daddario (Passe Livre) como a filha de Athenas, Annabeth. O sátiro (meio homem, meio bode) Grover, vivido por Brandon T. Jackson (O Fada do Dente) que é responsável por boa parte das cenas cômicas da história como no primeiro, mas nesse a dose de humor é dividida com o simpático ciclope Tyson - interpretado por Douglas Smith (Antiviral) – que, como vão descobrir, tem uma surpreendente relação com  Percy Jackson, mais uma vez vivido por Logan Lerman (Os Três Mosqueteiros).
  
  A sequencia também continua com um ótimo conteúdo visual, principalmente no que diz respeito a criação dos seres místicos e exuberantes que povoam o mundo onde a história acontece. O que certamente garante a diversão da galera que – com eu – curte os efeitos visuais.
  
  No final das contas fica a sensação de mais do mesmo, todo o contexto é muito parecido com o primeiro filme da série e fica a pergunta, será que nesse ritmo a franquia tem fôlego para, pelo menos, mais 3 filmes? Que é quantos faltam para completar coleção de livros.
  
  Sinceramente acho que não, porque se a fórmula não deu o resultado esperado no primeiro. As pequenas mudanças na equipe e algumas poucas no elenco – como a saída de Pierce Brosnan (Ladrão de Diamantes) que deu lugar à Anthony Head (A Dama de Ferro) no papel de Chiron e a entrada de Leven Rambin (Jogos Vorazes), para ser a forte e impetuosa Clarisse que oscila entre uma competição pessoal e um possível futuro romance com Percy – não chegaram a dar uma cara nova à trama.
  
  Acho que se a intenção é finalizar a franquia, a galera precisa pensar em como dar uma melhorada e fugir da rotina, se não vai ter semi-deus ficando pelo caminho. Agora é aguardar o retorno desse nos cinemas e ver se a Fox vai investir em pelo menos mais um.
  
  Feito com efeito: Depois do filme da semana passada onde por mais que os efeitos fossem bons, a projeção 3D não fez a menor diferença. No de hoje, temos uma situação completamente oposta. Tendo em vista que o maior apelo do filme é o visual, ele é pensado para ter boas interações com o público, sendo assim podem contar com alguns momentos de coisas voando na tela e gigantes que esticam a mão pra quase pegar o público. Assim, ver em 3D é realmente um diferencial, porque se a é pra ver um "blockbuster" pelo menos que seja com tudo que tem direito.
  
  Boas cenas para desfrutar o visual, não faltam o Touro Mecânico tem um trabalho de 3D impecável (e nesse caso me refiro a modelagem do personagem e não a projeção 3D), as engrenagens, fumaça e luzes são muito bem trabalhadas para deixar o bicho ameaçador como tem que ser.
  
  A cenas no mar tem um visual interessante também, com boas composições no cenário e aquela boa dose de efeito de chroma key. Sendo que o melhor é o cavalo marinho, as cores da textura de pele que brilham e trocam de cor conforme ele se move, os movimentos que chegam a parecer um voo dentro d’água e as expressões do animal muito bem trabalhadas, fazem dela talvez a melhor cena, visualmente alando.
  
: Mais um filme da franquia que surpreende pouco. Mas vou deixar para o mão de chumbo aqui em baixo essa parte.
  
  A melhor coisa do filme é o lado visual, pra quem curte. Principalmente quando tem a possibilidade de usar esses efeitos para criar seres mitológicos e fantásticos que geralmente só habitam a imaginação das pessoas. Essa é uma mistura que mutias vezes atrai um bom público, ainda que a história não tenha nada demais.
  
  Mas parece que o público (principalmente o americano), não está mais se deixando encantar com qualquer coisa, depois de já ter visto várias franquias de sucesso, abarrotadas de lindos visuais e com uma história boa. Sabe-se que é possível ter os dois, então os espectadores esperam mais.
  
  Além disso, Percy Jackson é uma história que surgiu com uma carga de responsabilidade pesada em cima. Muitos diziam que seria o sucessor da franquia Harry Potter, o que ficou claro desde o primeiro que a produção não tinha força pra ser.

  Na verdade, vai ser mais uma história legalzinha, que por causa do orçamento milionário e do baixo retorno vai acabar sendo engavetado, espero que eu esteja enganado, mas a probabilidade disso acontecer é bem grande.
  
  Traduzindo em números, a franquia em seu fim de semana de estreia nos EUA faturou $38,90 milhões, sendo que seu custo foi de $90 Mi. Sendo assim, a não ser que o filme seja um sucesso estrondoso fora do país, vai com sorte, se pagar e nada muito além disso.
  
  E agora, o que faz a Fox? Engaveta o projeto ou tenta trocar todo mundo de novo e aposta em mais um? Eu acho que já foi pro ralo.
  
Ed: É... como o nosso economista de ouro, deixo bem explicado aqui em cima, vai Deus, semi-deus e centauro tudo pra mesma gaveta.
  
  Mas como meu lance não são os números, vamos ao que marreta... digo interessa.
  
  Já de início, queria saber quem falou que aquele ciclop fica melhor com os dois olhos?? Moleque esquisito, com um olho só, pelo menos a gente não vê bem a cara dele. =P
  
  Fora isso, tem um problema que resume todos os outros da história, então vou direto a ele para não me estender muito, nem ser repetitivo. Tudo é MUITO igual ao primeiro, não sei de que adianta trocar a equipe toda, se a ideia não era dar uma modificada. É tudo tão igual que até o antagonista da história é o mesmo garoto!!!
  
  Ok, esse último provavelmente é um problema que já está no livro original, mas se isso não tem jeito, pelo menos deveria dar uma mudada em outras coisas, a história parece quase a mesma coisa, só que agora em vez de achar um raio, eles precisam de um pano mágico! E pelo jeito que as coisas acontecem no desfecho, o tal do Luke ainda vai estar na história dos próximos filmes, isso é, se houverem próximos filmes (quem leu o livro sabe se ele volta, é claro).
  

  Dito isso, fora aqueles problemas crônicos de filmes “pipoca” como as forçadas de leve, e umas cenas mal construídas, que podiam ser só um pouquinho melhor pensadas pra ter um impacto maior, acrescentar qualquer outra coisa seria redundante. Então, nos vemos na próxima.
  
  
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