quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O Tempo e o Vento chega sexta aos cinemas

  
  O filme nacional O Tempo e o Vento, baseado na obra literária de Érico Veríssimo, sobre um período conturbado de guerras da história brasileira, chega nessa sexta feira aos cinemas com grande expectativa.
  
  O longa é dirigido por Jayme Monjardim que fez sucesso nas telas da tv com séries históricas como A Casa das Sete Mulheres e Chiquinha Gonzaga e emplacou um grande sucesso nas telonas com Olga.
  
  Agora O Tempo e o Vento, chega para contar a história da formação de uma das cidades mais famosas do Rio Grande do Sul, Santa Fé e a rixa entre duas famílias que deixou o local em guerra durante muitos anos. Porém, o filme não se atem a esse momento histórico,  na realidade volta quase 100 anos no tempo para mostra o início da história rio grandense, com a chegada dos indígenas nas missões, e a posterior invasão espanhola. Momentos marcantes que são contados em suas mais de 2h de filme.
 
  O elenco com grandes estrelas, é capitaneado pela dama do cinema nacional Fernanda Montenegro (O Amor nos Tempos do Cólera), seguida de perto por Thiago Lacerda (Segurança Nacional), Marjorie Estiano (Malu de Bicicleta), Cleo Pires (Qualquer Gato Vira-Lata), José de Abreu (Meu Pé de Laranja Lima) e muitos outros nomes do cinema e da tv brasileira.
  
  Em entrevista concedida no Rio de janeiro, com a presença do diretor e parte do elenco, Jayme falou sobre a gravação do filme, alguns detalhes da produção e sobre a responsabilidade, complexidade e o orgulho de estar adaptando uma obra do grande Érico Veríssimo.
  
  
  Além da história de amor, o filme foca na natureza do pampa gaúcho e dos cenários históricos que compões o quebra cabeças que fazem parte da história da criação do local. 
  
  Um diferencial tecnológico interessante é ser a primeira produção totalmente em 4k/16bits no mundo. Tecnologia que nunca havia sido usada é que está sendo comentado no mundo todo pela beleza e pela qualidade do acabamento das imagens que essa tecnologia proporciona. Outros filmes já foram filmados em 4k, mas nenhum teve a finalização no mesmo sistema usado. 
  
  Segundo o diretor o filme tem a intenção de ser um épico, pois esse é seu estilo de criação. Jayme deixou claro que gosta desse gênero e de contar grandes histórias. Não acha que se encaixa em filme mais herméticos.
  
  A história é fixada no ponto de vista do amor feminino, das mulheres que permearam diferentes fragmentos desse tempo. Mais em principal uma delas, Bibiana, que nas palavras do próprio diretor "É o centro da história, pois ela é focada no amor eterno de Bibiana pelo seu capitão". 
   
  Fernanda Montenegro, que interpreta a fase mais avançada da vida de Bibiana, destacou a importância da sua personagem na união dessa grande saga. "É sobre a vivencia dela que acontecem todas as tramas e subtramas. Eu sou da primeira geração que leu o livro, e foi uma romance que apaixonou o Brasil. O que me conduziu na criação da minha personagem foi esse sentimento de brasilidade gaúcha que é muito intenso naquele lugar e a Bibiana é a pessoa que custura essa história e por isso muito emocionante fazer esse tipo de personagem. Esse sentimento em torno de tudo que aconteceu lá é que fez todos nos reunirmos em volta desse trabalho".
  
  E ainda completou com a experiência de quem já tem uma grande estrada no cinema e tv: "É importante termos coragem de fazer um épico, o Brasil é um país continente, então ele tem referências épicas na sua história e nós precisamos ter peito de realizar projetos como esse".
  
  No elenco, além da grande Fernanda Montenegro, Marjorie Estiano divide o personagem com Fernanda, já que interpreta a fase jovem de Bibiana, enquanto a matriarca da família Terra-cambará relembra a história de sua família. "Tivemos um encontro, eu Fernanda e Janaína (Kremer Motta, que vive a fase intermediária entre as duas) para conversar cada uma sobre a sua Bibiana pessoal, já que são personagens bem diferentes, mas procuramos buscar na subjetividade uma linha em comum. Enfim, se esse for o meu futuro, estou feliz da vida." - Brincou a atriz.


  
  Outra mulher marcante na história é Ana Terra, bisavó de Bibiana, que viveu a época da invasão espanhola, sofreu as violências daquele período e foi a primeira da família a chegar a Santa Fé. Quem assume esse papel é Cléo Pires que vive o mesmo papel que sua mãe (Gloria Pires - Flores Raras) viveu na mini-série de mesmo nome, exibida pela TV Globo. Segundo a atriz "Ela é uma personagem muito forte e eu me deparei com uma coisa muito importante pra mim que é um sentimento maternal, foi bom ter identificado isso dentro de mim. Então além da grande importância dela na história, foi um personagem bastante importante pra mim."
  
  A produção conta também com dois atores internacionais no elenco César Trancoso do Uruguai e o argentino Martin Rodriguez. César participou recentemente de Faroeste Caboclo outra produção brasileira. César comentou seu prazer de trabalhar no Brasil, que considera termos capacidade para ter uma filmografia forte e de muita qualidade e expressou sua vontade de continuar trabalhando por aqui. E quando questionado do que ele achava de estar fazendo tantos filmes no Brasil, respondeu: "É porque na verdade, ninguém sabe, mas sou carioca!" - Descontraiu o uruguaio.
  


  O filme chega amanhã (27/09) na maioria das salas do país, no Rio grande do Sul, onde chegou as telas mais cedo - na última sexta feira - teve ótima aceitação, estreando em 43 cinemas e sendo visto por 67.372 espectadores, obtendo uma média de mais de 1500 pessoas por sala. É sempre bom prestigiar uma grande produção nacional, por isso reserve um tempo para ir aos cinemas e tirar suas próprias conclusões sobre essa adaptação de uma grande obra literária de nossa história.
  
  
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