quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Rapidinha do Zé -- Última Viagem a Vegas

  
  
  O que acham de reunir 4 grandes conhecidos da minha família, que já foram premiados pela Academia, alguns mais de uma vez, no mesmo filme? E se, além de juntos, eles resolvem ir a Las Vegas para uma última grande viajem de reencontro? Pois é exatamente isso que o diretor Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos) e o roteirista Dan Fogelman (Amor a Toda Prova) conseguiram fazer com a comédia Última Viagem a Vegas. 
  
  
  Quando um desses quatro amigos de infância resolve se casar com sua bem mais jovem namorada, de trinta e poucos anos, os quatro vão a Las Vegas com planos de voltar aos velhos tempo e reviver seus dias de glória. No entanto, ao chegar, os quatro rapidamente percebem que as décadas tem transformado a Cidade do Pecado e ela os fará passar por coisas que nunca imaginaram. 
  
  Esses quatro amigos são vividos por ninguém menos que os grandes: Michael Douglas (A Toda Prova), Morgan Freeman (Truque de Mestre), Robert De Niro (O Lado Bom da Vida) e Kevin Kline (Sexo Sem Compromisso) que serão os amigos Billy, Archie, Paddy e Sam, respectivamente. Agora pensa bem, se você já gosta de ver esses caras fazendo filme, imagina todos eles juntos e ainda por cima alucinados (tanto quanto a idade permitir) em Vegas! 
  
  A pergunta que fica é... Será que vai ser uma daquelas comédias marcantes por ser bem construída e que sabe utilizar bem o material humano disponível, no estilo Se Beber Não Case, que virou um grande sucesso. Ou vai ser daquele tipo com piadas bobas sobre a cidade e sobre o tipo de diversão do lugar, porém vazia e que só faz ser um desperdício da qualidade dos atores que reuniram?
  
  O diretor não tem nenhum filme marcante na carreira, pelo contrário, é o responsável pelos dois filmes A Lenda do Tesouro Perdido, estrelados por Nick Cage, que normalmente são bastante criticados. Vamos esperar que dessa vez ele saiba melhor o que está fazendo. Apesar de, com um elenco desses, ele vai ter que se esforçar para fazer besteira.
  
  Essa pergunta será respondidas até o fim do ano, já que o filme tem previsão de estreia para 20 de dezembro nos cinemas brasileiros. Até lá assista ao trailer recém lançado da produção e deixe suas impressões e expectativas nos comentários.
  
                         
  
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jedicon 2013 - Evento reúne fãs de Star Wars

  

  Um ano já se passou e pelo segundo ano seguido fomos conferir mais uma edição da Jedicon no Rio de janeiro. O evento para reunir fãs de Star Wars, que a cada ano vem ganhando mais popularidade entre os fanáticos pela saga no Brasil todo, chega mais uma vez ao Planetário do Rio, local mais que apropriado e que pela segunda vez é palco para o evento realizado pelo CJRJ (Conselho Jedi do Rio de Janeiro).

  
  Ano passado já estivemos por lá para conferir e vimos a quantidade de fãs que o evento era capaz de reunir (veja a postagem sobre a Jedicon 2012), tendo conseguido um público de 7.000 pessoas! Esse ano, os organizadores que foram pegos de surpresa no ano passado com a quantidade de gente, utilizaram uma área maior do Planetário, conseguindo assim deixar o espaço do evento mais amplo e com menos concentração de pessoas. 

Mais uma vez o evento foi um sucesso, muitos Jedis, Padawans, princesas Léia, e muitos outros personagens da saga desfilaram em fantasias e cosplays que passeavam pelo local e com as modificações na organização do espaço, apesar de terem recebido mais pessoas que ano passado, tudo correu muito tranquilo, com todos podendo aproveitar muito bem cada local e cada momento do evento.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cobertura completa do Festival do Rio



  
  Quem acompanha o site percebeu que o assunto nas últimas semanas foi prioritariamente o Festival do Rio. O Festival acabou e agora só ano que vem. Mas como nós somo muito legais, fizemos este post para vc que por algum motivo (e eu espero que seja um bom motivo), não pode acompanhar e perdeu os detalhes da nossa cobertura e também pra quem acompanhou, mas gostaria de rever alguma postagem. Aqui vcs irão encontrar todos os links para as postagens das nossas coberturas, além das críticas que saíram nas semanas do festival.
  
  Lembrando que algumas das críticas de filmes que assistimos no festival ainda vão sair nas próximas semanas, por isso CLIQUEM AQUI e AQUI para curtir nossa Fanpage no Facebook e seguir a gente no Twitter e ficar ligado em tudo que está vindo por ai.
  
  Não vou me alongar aqui sobre o evento. Como já falei bastante sobre o festival nessas duas últimas semanas, vou direto ao que interessa e colocar logo os links da nossa cobertura porque informação sobre o evento é o que não falta.
  
  Espero que quem acompanhou a cobertura, tenha gostado e quem não acompanhou goste do que vai ver. Então segura ai:
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  É isso pessoal, espero que todos tenham curtido e continuem acompanhando porque ano que vem tem mais FestRio e ainda tem muita coisa pra rolar esse ano. Aguardem!!!
   

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Cobertura Festival do Rio [Parte 4]

  

  
  O Festival do Rio acabou, mas como tudo que é bom e gostoso merece uma "chorinho" pra ficar um pouquinho mais na lembrança, até porque FestRio sempre deixa um gostinho de quero mais, estamos trazendo a 4ª e última parte da nossa cobertura do Festival do Rio 2013. 
  
  Claro que ainda tem outras críticas pra sair, mas como alguns filmes que estiveram no festival vão sair no circuito aberto em breve. Vamos colocando as críticas que não saíram durante a semana do festival, do decorrer das próximas semanas.
  
  Para fechar a cobertura com chave de ouro estivemos em mais 3 sessões de gala da Première Brasil, sendo uma delas a do grande vencedor do Festival O Lobo Atrás da Porta (Confira a lista de todos os vencedores).
  
  Mas antes de falarmos do vencedor, estivemos mais uma vez no Pavilhão do Festival para a sessão de Estrada 47, talvez um dos filmes mais audaciosos que tive o prazer de assistir no Festival. Ambientado em plena II Guerra mundial, mostra um grupo de brasileiros da FEB (Força Expedicionária brasileira) que foram enviados para combater em solo italiano em apoio aos aliados. Muitas pessoas atualmente não fazem ideia de que o Brasil esteve presente na Segunda Guerra, mas nós estivemos e esses soldados lutaram e sofreram os horrores daquela guerra.
  
  

Os Suspeitos chega aos cinemas



   Um carpinteiro de Boston, irá mudar sua rotina após o sequestro de sua filha de seis anos e a amiguinha dela.
  
  Sendo assim  Keller Dover (Hugh Jackman - Gigantes de Aço) , perderá a paciência com  o detetive (Gyllenhaal - Contra o Tempo que está no comando das buscas, ao perceber que ele desistiu de procurar suspeitos . Keller  vai desconfiar de todos a sua volta, e irá procurar os suspeitos...  
  
  
                                                    (Veja mais imagens na galeria de imagens)
    
  Pouco depois, ele encontra o principal suspeito do sequestro Alex Jones (Paul Dano - Pequena Miss Sunshine)... logo fará justiça sozinho, com muito suspense, o longa conta com um elenco de tirar o folego...
  
 Hugh Jackman,Jake Gyllenhaal, Viola Davis (Comer, Rezar,  Amar) Maria Bello (A Múmia 3)   esses são os principais atores do suspense.
  
  Abaixo veja a entrevista com os protagonistas do filme:
  
                         
       
Confira os trailer abaixo :
  
                     
      
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Festival do Rio - Premiação e Vencedores

  
  
  Pois é... como tudo que é bom dura pouco, o Festival do Rio 2013 está chegando ao fim. Hoje (dia 11/10) acontecem as últimas exibições nos cinemas que fazem parte do circuito do festival e ontem a noite no Pavilhão do Festival que fica na zona portuária do Rio, aconteceu a cerimônia de encerramento e premiação dos Melhores escolhidos pelo júri e pelo público com o troféu Redentor. 
  
  Se tinham muitos falando sobre a qualidade dos filmes escolhidos esse ano, a comprovação veio na premiação, onde até o júri oficial ficou dividido e pela primeira vez na história do festival o premio maior da noite ficou dividido entre duas produções. Sendo assim, o Redentor de Melhor Filme desse ano foi para O Lobo Atrás da Porta e De Menor. Ambas as produções tem um clima dramático bem intenso, uma fala sobre o rapto de uma criança e uma sobre a relação de uma advogada e um jovem que comete um delito. Assuntos não tão separados que parecem ter agradado.
  
 Outra semelhança entre os dois vencedores é que os diretores Fernando Coimbra e Caru Alves de Souza (Lobo e De Menor, respectivamente), estão fazendo suas estreias em longa-metragens.
  
  Na amostra competitiva de documentários o escolhido como melhor foi Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo (que também é estreante!), na categoria de Melhor Curta-metragem quem ficou com o troféu foi Contratempo, de Bruno Jorge (Filhotes, curta).
  
  O longa Tatuagem, de Hilton Lacerda em sua estreia como diretor e roteirista, que foi o vencedor do Festival de Gramado não passou em branco, nem de longe. Foi escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular e além de levar o Prêmio Especial do Júri - Ficção, teve a premiação de Melhor Ator para Jesuíta Barbosa (Cine Holliúdy), Melhor Ator Coadjuvante para Rodrigo García (outro estreante) e ficou também com o Prêmio FIPRESCI de Melhor Longa Latino-Americano.
  
  Apesar de não ter ficado com o principal prêmio, Tatuagem levou a maior quantidades de troféus na noite e ainda foi o preferido do público, mais uma boa passagem por festivais do filme de Hilton. 
  
  Os outros preferidos do público foram, para Melhor Documentário, Fla x Flu - 40 minutos Antes do Nada, de  e Jessy como Melhor Curta-metragem.
  
  Entre as mulheres a Melhor Atriz ficou para Leandra Leal, por O Lobo Atrás da Porta, que levou a premiação pelo segundo ano consecutivo, já que ano passado já tinha ganho por Éden. Enquanto o de Melhor Atriz Coadjuvante foi para Martha Nowill por Entre nós.
    
  A maioria das premiações foi justa e mais uma vez o Redentor abriu seus braços para novos talentos do cinema, premiando muitos estreantes, e mais uma vez o Festival do Rio mostrou a qualidade do cinema brasileiro e que vale a pena apostar no nosso cinema, porque material humano para trabalhos de qualidade nós temos, o que falta na maioria das vezes são apoios e infra-estrutura. 
  
  Confiram abaixo a lista de todos os premiados no festival desse ano:
  
Competição Oficial
  
Melhor Longa-Metragem de Ficção
  
  De Menor, de Caru Alves de Souza
  
  O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra
  
Prêmio Especial do Júri - Ficção
  
  Tatuagem, de Hilton Lacerda
  
Melhor Longa-Metragem Documentário
  
  Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo
  
Prêmio Especial do Júri - Documentário
  
  A farra do circo, de Roberto Berliner e Pedro Bronz
  
Menção Honrosa do Júri - Documentário
  
  Cativas – Presas pelo coração, de Joana Nin
  
  Damas do samba, de Susanna Lira
  
Melhor Curta-Metragem
  
  Contratempo, de Bruno Jorge
  
Melhor Direção
  
  Cao Guimarães e Marcelo Gomes por O Homem das multidões
  
Melhor Ator
  
  Jesuíta Barbosa por Tatuagem
  
Menção Honrosa do Júri - Ator
  
  Francisco Gaspar por Estrada 47
  
Melhor Atriz
  
  Leandra Leal por O Lobo atrás da porta
  
Melhor Atriz Coadjuvante
  
  Martha Nowill por Entre nós
  
Melhor Ator Coadjuvante
  
  Rodrigo García por Tatuagem
  
Menção Honrosa do Júri - Ator Coadjuvante
  
  Julio Andrade por Entre nós
  
  Silvio Guindane por Jogo das decapitações
  
Melhor Roteiro
  
  Paulo Morelli por Entre nós
  
Melhor Montagem
  
  Mair Tavares por Estrada 47
  
Melhor Fotografia
  
  Pedro Urano por Quase samba
  
  
Prêmio do Público
  
Melhor Longa-metragem Ficção
  
  Tatuagem, de Hilton Lacerda
    
Melhor Longa-metragem Documentário
  
  Fla x Flu - 40 Minutos antes do nada, de Renato Terra
  
Melhor Curta-metragem
  
  Jessy, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge
  
  
Novos Rumos
  
Melhor Longa-Metragem
  
  Tão longe é aqui, de Eliza Capai
  
Menção Honrosa do Júri - Longa-Metragem
  
  O Menino e o mundo, de Alê Abreu
  
Melhor Curta-Metragem
  
  Todos esses dias em que sou estrangeiro, de Eduardo Morotó
  
Menção Honrosa do Júri - Curta-Metragem
  
  Lição de esqui, de Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro
  
  
Prêmio FIPRESCI
  
Melhor Longa Latino-Americano
  
  Tatuagem, de Hilton Lacerda
  
  
Mostra Geração
  
Prêmio do Público
  
  Tom, o garoto malandro, de Manuel Prada
  
Prêmio Forno de Minas para Curta-Metragem
  
  A Galinha que burlou o sistema, de Quico Meirelles
  
  É isso ai, foram muitos Redentores entregues e mais um ano o FestRio se passou, mas a temporada de premiações do cinema está só começando e é claro que vocês acompanham tudo o que ainda vai rolar por aqui. Espero que tenham gostado da nossa cobertura e continuem ligados, porque os melhores já foram escolhidos, mas ainda teremos mais postagens sobre o festival desse ano por aqui e ainda tem algumas crítica para sair. Até porque a maioria dos filmes ainda vão estrear no circuito aberto. 
  
  Então não percam tempo e fiquem mais próximos das novidades que estão acontecendo no mundo do cinema seguindo o @CinefilaArte e curtindo a nossa Fanpage.
   

Cobertura Festival do Rio [Parte 3]

  
  Sim o Festival do Rio desse ano está perto do fim, esses são os últimos dias de apresentações, mas nada de lamentações porque o Festival foi ótimo e a nossa cobertura continua até o último minuto.
  
  Nessa parte da nossa cobertura (pra quem não viu a Parte 1 e a Parte 2) vamos falar de algumas coisas boas e outras nem tanto.
  
  Nem tudo foram flores nas nossas coberturas, como a maioria devem saber as manifestações continuam aqui no Rio de janeiro e a tão falada câmara dos deputados fica ao lado bem próxima ao cinema Odeon. Então, já pode imaginar, né? Fomo para a cobertura da première do filme Cidade de Deus 10 Anos Depois que teria acontecido na terça feira (dia 01/10), porém talvez uma hora antes da sessão as coisas começaram a complicar por ali, com bombas explodindo e gás, o que começou uma correria, fomos obrigados a deixar a porta do Odeon e procurar um lugar pra ficar.
  
  A situação ficou impraticável, obviamente não culpo o protesto por nada disso, ele é totalmente legítimo e tem que ser apoiado, até porque bombas e gás lacrimogêneo certamente não estavam sendo lançados pelos manifestantes, mais uma vez a ação excessiva e desordenada da polícia complicou a situação e percebendo que a sessão não teria início no meio do tumulto resolvemos deixar o local por um tempo. 
  
  Ver que mais uma vez a polícia causou toda a confusão, não me surpreendeu nem um pouco, é só estar acompanhando o que vem acontecendo que dá pra saber que aquela foi uma ação até das mais leves que os "vândalos" de farda estão fazendo por ai. O que estranhei foi a atitude de alguns manifestantes que quando conseguimos voltar a porta do Odeon (onde confirmamos que obviamente a sessão tinha sido cancelada), porém algumas pessoas estavam sendo hostis conosco por estarmos falando com a organização do Festival. Não entendo porque protestar contra o evento, afinal cinema é cultura e principalmente o FestRio é um evento que abre as portas para novos cineastas, de forma democrática. 
  
  Então porque ser contra? Porque tem a participação do governo? Isso não quer dizer que o Festival apoia o governo, muito pelo contrário a maioria ali está a favor da manifestação. O que posso dizer é: Foco gente, foco! O problema não são os eventos e sim o que fazemos com eles.
  
  Enfim, não é sobre isso que viemos falar... Porém fomos de problemas nas ruas para problemas na organização do Festival. Na sessão de gala do documentário Setenta, a sala do Estação Botafogo não deu conta da quantidade de pessoas e não teve condição de assistir a projeção. O pior foi que teve convidados também ficando de fora, imprensa eu até entendo, mas convidado e entrevistados do filme, não podem ficar de fora. Então aqui vai uma crítica construtiva: é preciso organizar melhor a venda de ingresso ao público normal nessas sessões de convidados para os próximos anos. 
  
  Mas chega de problemas e confusões, vamos a parte divertida. A sessão no pavilhão do Festival de Tatuagem foi ótima. O filme que foi o vencedor do Festival de Gramado, estreou também com uma ótima aceitação do público no FestRio. As sessões do pavilhão do Festival, que fica na Gamboa, zona portuária do Rio de janeiro, além dos filmes contam com a presença dos diretores e elenco para um debate depois da apresentação. 
  

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Crítica especial FestRio – Damas do Samba

  
  Em tempo de Festival do Rio é tanto filme e tanta correria que às vezes uma mãozinha há mais ajuda. Por isso até nossa assessora de comunicação, Vanessa Fermi, entrou na onda e escreveu sua primeira postagem pro blog. E já estreou com samba no pé, afinal pra trabalhar aqui tem que entrar na dança (sim os trocadilhos tem a ver com a crítica), por isso acompanhem a estreia dela e não se esqueçam de deixar suas opiniões nos comentários!
   
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  A energia que sai das rodas e quadras para a tela
  
  Dando continuidade à cobertura das exibições no Festival do Rio, a próxima crítica pede licença para entrar no blog e eu peço licença para começar com uma citação do mestre Cartola que nos diz: “na febre da dança senti tamanha emoção devorar-me o coração, divina dama”! O novo filme da diretora Susanna Lira estreou no dia 04/10/13 no Festival do Rio; e com muito respeito e energia, o documentário promete ser fiel ao reino do samba, mostrando o calor dessa dança e tamanha emoção transmitida pelas damas que estão presentes nas rodas, nas avenidas e no dia a dia dos brasileiros.
  
  Damas do Samba é um documentário ambientado no Rio de Janeiro, berço do samba, onde novas e velhas sambistas compartilham as suas lembranças. O filme faz um breve passeio pela história regional, que começou com a herança das baianas, mulheres guerreiras e vívidas que vieram para o Rio de Janeiro trazendo um pouco dessa força dos orixás. Essas mulheres audaciosas eram donas de sua independência e foram fundamentais para o início do samba no estado. Aos poucos, a história contada se mistura à história das entrevistadas, são elas musas, pastoras, tias, compositoras, passistas, madrinhas, carnavalescas, mulatas, intérpretes e operárias que se dedicam a perpetuação desta cultura.
  
  Susanna mostrou ser cautelosa a medida em que conduz muito bem a dose de cada material utilizado para o documentário, a religiosidade marca presença mas não se torna algo permanente e muito menos abre espaço para embates. A proposta não tange uma preocupação religiosa, mas também não esconde que o samba nasceu a partir desta riqueza cultural. As danças das mães de santo, o jongo dos escravos, as rezas em forma de canto e todas as influências que participaram e permaneceram no samba são pontos de partida para homenagear as grandes damas do samba, mulheres que vivem em uma jornada tripla como mães, esposas e profissionais do samba, mulheres como Tia Ciata que trouxe o samba para o povo carioca e se eternizou pelas rodas que aconteciam em seu quintal em época de perseguição policial, Tia Suluca que foi eleita presidente de honra da ala das baianas da Mangueira, Tia Surica homenageada pela velha guarda da portela, entre outras.
  
  O documentário segue com entrevistas de convidados que contam suas histórias e as vivências com grandes damas, cantoras que prestam sua homenagem às grandes guerreiras que abriram espaço para as mulheres no Rio e no mundo. Um ponto interessante é o fato de não ter nenhum homem entrevistado, todas as entrevistas e homenagem são conduzidas em um universo feminino, da velha guarda à nova geração. Contudo, essa preocupação em focar e valorizar os detalhes femininos acaba pecando nos excessos de cenas em close o que cansa um pouco a vista do espectador. Planos longos e estáticos que mostram a entrevistada cantando poderia ter a contribuição de fotos os vídeos que seriam embalados pela voz de fundo, assim como os closes em sandálias, olhos e paetês poderiam ter sido utilizados de forma mais dinâmica, muito foco as vezes esconde a riqueza e o ritmo que existe na cena.
  
  O samba é a dança do povo, desde que o samba é samba é assim, e em determinado momento o enredo é direcionado para a atuação nos barracões e escolas de samba e nos perguntamos aonde estão as damas das rodas de samba. Será que todas substituíram o quintal pelas quadras? Faltou um pouco desse samba de arerê, dessa baiana boa que entra na roda e diz que é bamba, esse povo que sonha, chora e sorri e que sem cadência do samba não pode ficar.
  
  Entre excessos e deficiências, a proposta é bem sucedida e consegue envolver o público nesta história. As músicas são muito bem selecionadas e, ao termino da exibição, a vontade que dá é de sair da sala e subir Santa Teresa para continuar ouvindo este ritmo ao lado de bambas.
  
  : Já estou no Brasil a tempo suficiente para entender que samba é um campo onde boa parte da população se sente a vontade e sair a noite, principalmente no Rio de janeiro, na maioria das vezes você vai encontrar pelo menos um lugar que esteja tocando esse ritmo contagiante. Porém muitas das pessoas que estão ali se divertindo e ouvindo aquele as músicas, não conhece suas origens e os personagens que fazem parte de sua história.
  
  A diretora Susanna conseguiu captar essa essência através do delicado e batalhador olhar feminino. Afinal, desde que o samba é samba as mulheres estão no meio dele e o documentário mostra que elas estão em toda parte realmente, por isso ninguém melhor que uma mulher pra mostrar todos os detalhes daquelas que vivem pro samba.
  
  A visão da diretora é parte importante do filme, a forma de interligas as personagens da história é bem interessante. Porém o que mais me chamou atenção, foi a escolha das músicas, afinal samba existem aos montes, mas as escolhas foram bem feitas, conversam bem com o momento do filme e melhora o ritmo da história que muitas vezes acaba dando uma diminuída com a quantidade de depoimentos. Por isso o destaque do filme é a trilha sonora.
  
  Ed: Já não basta ter samba em tudo que é lugar no Rio, agora vamos com documentário sobre samba, mas vamos adiante porque como diz um personagem da tv: "O tempo ruge e a sapucaí é grande".

  Concordo com o que foi escrito na crítica (aliás tem gente pakas escrevendo por aqui, já nem sei mais de quem é essa crítica... Vanessa, enfim...), os closes não cansam um pouco, cansam muito! Cheguei a ficar vesgo de tanto close. Quer mostrar os detalhes tudo bem, mas de vez enquanto precisa de uma variação, se não acaba ficando repetitivo.
  
  Também achei que a faltou ritmo na edição, algumas sequencias ficam muito ralentadas e demoradas e se o assunto é samba, tudo que não pode ficar é sem ritmo, se é que vocês me entendem. Os tempos de depoimentos ficam muito longos, depois de certo tempo fica cansativo. Muitas vezes nesse tipo de filme, não há como dar movimento ao depoimentos, sendo assim, essa função é da montagem que precisa dar uma dinâmica interessante e ditar o tempo da narrativa, o que muitas vezes fica em falta, em favor de deixar apenas o entrevistado falando.

Por hoje é isso..
  
  

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Crítica Especial FestRio -- Cidade de Deus 10 Anos Depois

  
  O tempo passa para todos
  
  O filme Cidade de Deus foi um sucesso estrondoso de público e de crítica no mundo todo, tendo sido traduzido em mais de 10 idiomas diferentes e esteve até no Oscar, sendo que foi um filme feito com boa parte do elenco de dentro da própria comunidade, uma iniciativa do diretor Fernando Meirelles (360) que abriu as portas das comunidades menos favorecidas do Rio de janeiro para o mundo do cinema, dando origem a várias iniciativas e projetos ligados a isso, assim como possibilitou o inicio da carreira de muitos jovens dessas comunidades.
  
  Ainda assim, o filme tinha um elenco bem grande e obviamente apesar dos muitos casos de sucesso nem tudo são flores para todo mundo, o mercado cinematográfico é muito competitivo e às vezes exige mais do que se espera, ainda mais se você não foi preparado para isso, de certa forma, foi colocado no meio disso tudo e já de cara com uma produção dessa magnitude.
  
  Algumas histórias de sucesso nós conhecemos bem, como Seu Jorge (E Aí...Comeu?), Alice Braga (Elysium), Darlan Cunha (Meu Tio Matou um Cara), Roberta Rodrigues (Desenrola), Jonathan Haagensen (Noel – Poeta da Vila), Douglas Silva (Ensaio Sobre a Cegueira), Thiago Martins (A Menina da Flor), Leandro Firmino (Totalmente Inocentes) entre outros. Porém o elenco tinha muito mais que alguns personagens o que terá acontecido com todos eles e mesmo esses que estão mais estabilizados será que foi fácil assim? Essas perguntas e muitos mais sobre esses 10 anos que se passaram do lançamento do longa estão no documentário Cidade de Deus 10 Anos Depois que é mais uma crítica especial do Festival do Rio desse ano.

sábado, 5 de outubro de 2013

Crítica Especial FestRio -- Fla x Flu - 40 Minutos Antes do Nada

  
  Rivalidade que faz o cinema virar estádio
  
  Mais uma crítica saindo direto das salas do FestRio e dessa vez a sala do Odeon sofreu uma transformação. O futebol é algo que mexe com a emoção de todos os torcedores, independente de país, estado ou cidade, mas é fato que quando se trata de algumas rivalidades tradicionais os nervos ficam mais a flor da pele e qualquer zoação é motivo pra cada um começar a puxar brasa para sua sardinha.
  
  Se essa rivalidade se tratar de uma das mais antigas do futebol carioca, aí que as coisas ficam quentes mesmo! E o diretor Renato Terra (Uma noite em 67) resolveu trazer as emoções do clássico das multidões pras telas do cinema e não é que a coisa funcionou muito bem... porque o Odeon virou Maracanã. Bastaram alguns minutos do início da exibição da estréia do documentário Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada  que começaram a surgir os gritos de “Mengo!” e “Nense!” dentro da sala.
  
  Assim foi durante toda a sessão, entre um depoimento e outro sempre surgiam gritos, aplausos e vaias, esse é o tipo de comoção que um clássico causa, seja no estádio ou nos cinemas e foi essa rivalidade gostosa e sadia que o diretor capturou para seu documentário que fez sua estreia nacional no Festival do Rio e chegará em breve as salas de todo o país.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Crítica da semana -- Tá Chovendo Hamburguer 2

  
  Por Cássia Baptista
  
  A Comida está viva
  
  Em uma época em que a palavra mais discutida em debates é sustentabilidade, o filme Tá Chovendo Hambúrguer 2 chega aos cinemas com uma proposta de conscientização do equilíbrio do ecossistema.
  
  A história, mais uma vez, se desenvolve a partir dos desafios científicos de Flint Lockwood, um inventor jovem e fracassado que vive com o seu pai na pequena ilha de Swallow Falls. Desta vez, após salvar o mundo de uma grande tempestade de comida, ele descobre que o mundo ainda está ameaçado quando Chester V, seu grande ídolo, o conta que sua máquina de comida ainda está ativada e que o “buffet” criou vida, formando um grande ecossistema de alimentos. Agora, junto com seus amigos, ele tem que salvar a ilha e o mundo das garras de diversos monstros de comida.
  
  O filme começa com o flashback de Flint sobre a sua invenção que transforma água em comida, isso permite a aqueles que não viram o 1° filme, a entender um pouco o que se passa na história e também conhecer um pouco sobre Chester V, o ídolo científico de Flint, que aparece no flashback.
  
  Ainda que a sequência não siga com os mesmos diretores, pois Phil Lord e Chris Miller estavam trabalhando em The Lego Movie (que chega aos cinemas em 2014), Cody Cameron (O Bicho vai Pegar 3) e Kris Pearn (estreando como diretor) conseguem manter o ritmo de aventura e o design com traços econômicos, abusando da criatividade e permitindo à equipe transformar em realidade aquilo que foi imaginado. Mais uma vez o que nos chama atenção é o volume e podemos observar diversos elementos em uma mesma passagem. Essa liberdade e despreocupação em traços detalhados e realistas para 3-D como no caso da Disney, permite uma vasta criação e transformação de alimentos em várias espécies de animais, sejam eles extintos ou não. Com isso, o filme trabalha de forma lúdica temas como a valorização do ecossistema, o respeito ao próximo, a importância dos amigos e da família, confiança e tomada de decisões diante de conflitos, fazendo as crianças interagirem e se interessarem por aquilo.
  
  A partir destes elementos, a história se desenvolve tendo como personagem principal o jovem Flint, que recebe a proposta de trabalhar na Live Corp Company junto com seu ídolo Chester V e ao ser inserido no mundo corporativo se depara com diversas situações do dia a dia. A trama mostra a influência de Chester V sobre Flint e a forma como ele e Barb (uma orangotango com cérebro humano) ludibriam e transformam a vida do jovem inventor, ficando claro assuntos como a competitividade, as dificuldades do ambiente organizacional, o culto à empresa, a falta de reconhecimento e a dedicação ao trabalho. Justamente por esta adoração, Flint começa a se dedicar integralmente as suas atividades, criando mais e mais inovações e submetendo todas ao sistema da Live Corp Company (uma empresa que fornece muito café para manter a vigília de seus funcionários).
  
  Diante deste cenário com inventores de jaleco de um lado e comidas animalescas de outro, a animação promete prender os olhinhos infantis com suas cores bem trabalhadas e seus personagens cativantes, além de convidar os pais a acompanharem esta aventura que trabalha aspectos pessoais, coorporativos e familiares. O humor e as grandes expressões continuam como uma herança divertida deixada por Phil Lord e Chris Miller e chegam ao cinema com a proposta de atrair ainda mais expectadores.
  
: Animações são sempre um prato cheio para aproveitar junto da criançada, alguns vivem reclamando da falta de profundidade, mas afinal o que seria do cinema se todos os filmes precisassem de uma enorme discussão filosófica por trás. Esse tipo de animação tem a proposta de atrair o público infantil e na medida do possível agradar os adultos. Muitas conseguem cumprir bem esse objetivo, vide clássicos como Procurando Nemo e Monstros SA. Tá Chovendo Hambúrguer, produzido pela Sony, desde o primeiro é muito menos pretensioso do que seus companheiros de gênero citados e nesses caso nem sempre tem força suficiente para manter um segundo filme, ainda assim, temos coisas boas. 
  
  Os personagens estão mais cativantes que no primeiro, o que pros pequeninos (e pros adultos que adoram essas coisas fofas,.. que eu sei que não são poucos #ToDeOlho) é um prato cheio (trocadilhos à parte).
  
  O ritmo do filme também melhora um pouco, já que na teoria, os personagens já estão apresentados e já se sabe a funcionalidade da máquina. e a aventura fica mais divertida.
  
Ed: Resolveram me dar uma folga, no meio do Festival do Rio, uma animação  pralar é uma boa relaxada. 
  
  Flashbacks em continuações para explicar a história do anterior é ruim em qualquer situação, ou você viu o primeiro ou não viu... Agora em animação que já tendem a dar um ralentada na história mata o ritmo completamente, ainda mais que se uma criança que viu o primeiro se desinteressa logo no início do filme porque causa do retorno à temas do primeiro, vc perdeu a atenção dele pra boa parte do filme. Se é essencial relembrar detalhes do primeiro filme, precisa ser feito de forma mais rápida e divertida
  
  Algumas piadas são subliminares demais para as crianças e bobas demais para adultos, o que faz elas perderem o efeito e ficaram completamente jogas fora, não agradando a nenhum dos públicos. 
  
Um problema que veio na mudança de direção foi tentativa de alcançar um público maior, enquanto no primeiro a intenção é só ser infantil com uma lição sobre a forma de coe
  
  Acontece também que o primeiro critica, de certa forma, os hábitos alimentares o que é um problema cronico nos Estados Unidos. Nesse passam a utilizar lições de moral como valores familiares, relacionamento corporativo e trabalho em grupo. Dica: Ensino valores as suas crianças em casa, não no cinemas, porque em 90% das vezes a pipoca vai estar mais interessante que a lição de vida! 
  
  Talvez tenha sido uma tentativa de atingir também o público adulto, mas esse não é o foco do filme, era melhor ficar focado nas crianças, porque adultos não procuram lições de auto-ajuda em filmes onde a comida fala.
  
  
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Cássia é estudante, escritora fanfiction e aceitou o nosso desafio de escrever a sua primeira crítica sobre uma animação

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cobertura Festival do Rio [Parte 2]

  
  Na segunda parte da nossa cobertura sobre o Festival do Rio 2013 (para quem não viu a 1ª está aqui) estivemos em mais uma sessão de gala que aconteceu no Cine Odeon, onde vimos um cinema se transformar em um estádio de futebol!!!

Poster do filme
  Dessa vez fomos ver o documentário  Fla x Flu - 40 Minutos Antes do Nada, que está na amostra competitiva do festival. O filme fala sobre os 100 anos de rivalidade entre Flamengo e Fluminense no futebol carioca. Porém o interessante é que o diretor Renato Terra (Uma Noite em 67) não se preocupou a dar espaço ao contexto histórico, nem debater as questões internas dos clubes. Sua intenção foi acirrar a rivalidade de forma sadia através de depoimentos de torcedores, anônimos e famosos, de forma isenta de qualquer imparcialidade.
  
  Na verdade os comentários eram totalmente parciais e em muitas vezes provocativos de forma a relembrar antigas brincadeiras e piadas entre torcedores, gritos de torcidas e ídolos dos dois lados do clássico, tendo até um bem conhecido de todos que esteve em ambos os lados dessa disputa, o baixinho Romário. 
  
  Craques da bola como Zico, Assis, Romário, Júnior, Leandro, além de outros torcedores apaixonados de ambos os lados como Pedro Bial, Sasha Rodrigues e Tony Platão, entre muitos outros que dedicaram a sua vida a torcer pelo seu time do coração.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Crítica Especial FestRio -- Nebraska

  
  Não basta ser filho, tem que participar
  
  Essa é a nossa primeira crítica direta do Festival do Rio 2013, para quem ainda não viu tivemos a primeiraparte da cobertura dos eventos e agora trazemos essa crítica especial para vcs.
  
  Badalado em Cannes, indicado a Palma de Ouro e Vencedor do Prêmio de Melhor Ator do Festival para Bruce Dern (Django Livre), o mais novo filme de Alexander Payne (Os Descendentes) chega ao Festival do Rio como um dos filmes internacionais mais comentados. Sendo assim o CA tinha que ir conferir e trazer todos os detalhes da produção para vocês.
  
  Todo em preto e branco, o filme pode de cara causar certa estranheza em quem não esteja esperando e sei que muitos tem certos preconceitos do tipo: “Ihhh filme preto e branco, vai ser alguma coisa complicada de assistir e chata”, mas deixe esses preconceitos bobos de lado, relaxe na poltrona e aproveite a história de Nebraska, porque de cansativo o filme não tem nada e conta uma bonita e divertida história que envolve conceitos de relações familiares em uma espécie diferente de road movie, leve e divertido.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Crítica da Semana -- O Tempo e o Vento

  
  Estamos em época de Festival do Rio, por isso essa semana a Crítica da Semana está indo pro ar mais cedo, geralmente ela chega no final da semana, mas como ainda teremos muito o que comentar do Festival, adiantei a crítica para hoje. Quem ainda não viu o início de nossa cobertura no FestRio, dá uma olhada aqui!

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  Uma história de amores em tempo de guerras
  
  O cinema nacional, vem passando por uma safra de seguidas comédias, muitas delas em um nível pastelão demais, que são cada vez menos bem recebidas pelo público. Não que eu tenha alguma coisa contra comédias, longe disso, mas acho que o cinema brasileiro precisa se permitir, criar algo maior, ousar, ir além, porque ninguém alcança grande destaque de forma internacional no cinema, fazendo apenas humor nível Zorra Total.
  
  Então temos que valorizar as produções que procuram esse algo mais, fazer algo maior, ainda que com mais investimentos e consequentemente com mais riscos. O diretor Jayme Monjardim (Olga) tem fama de gostar de produções épicas e grandiosas. Então quem melhor para trazer para os cinemas a adaptação de um a obra literária de Erico Veríssimo? Jayme aceitou o desafio e com isso surgiu O Tempo e o Vento, baseado na obra de mesmo nome do autor - mais precisamente na primeira parte dela: O Continente. Obra que já teve uma adaptação para a tv brasileira em 1985, em formato de mini-série, e que chega agora aos cinemas e também à nossa Crítica da Semana.