quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cobertura Festival do Rio [Parte 2]

  
  Na segunda parte da nossa cobertura sobre o Festival do Rio 2013 (para quem não viu a 1ª está aqui) estivemos em mais uma sessão de gala que aconteceu no Cine Odeon, onde vimos um cinema se transformar em um estádio de futebol!!!

Poster do filme
  Dessa vez fomos ver o documentário  Fla x Flu - 40 Minutos Antes do Nada, que está na amostra competitiva do festival. O filme fala sobre os 100 anos de rivalidade entre Flamengo e Fluminense no futebol carioca. Porém o interessante é que o diretor Renato Terra (Uma Noite em 67) não se preocupou a dar espaço ao contexto histórico, nem debater as questões internas dos clubes. Sua intenção foi acirrar a rivalidade de forma sadia através de depoimentos de torcedores, anônimos e famosos, de forma isenta de qualquer imparcialidade.
  
  Na verdade os comentários eram totalmente parciais e em muitas vezes provocativos de forma a relembrar antigas brincadeiras e piadas entre torcedores, gritos de torcidas e ídolos dos dois lados do clássico, tendo até um bem conhecido de todos que esteve em ambos os lados dessa disputa, o baixinho Romário. 
  
  Craques da bola como Zico, Assis, Romário, Júnior, Leandro, além de outros torcedores apaixonados de ambos os lados como Pedro Bial, Sasha Rodrigues e Tony Platão, entre muitos outros que dedicaram a sua vida a torcer pelo seu time do coração.
  
O Diretor Renato Terra e convidados
  Se a intenção do diretor era reacender da melhor forma possível essa chama de rivalidade dos estádios nas telas do cinema, o objetivo foi muito bem alcançado porque o Odeon se transformou em um Maracanã. O clássico disputado verbalmente na telona, mexeu com as emoções dos torcedores na platéia a ponto das pessoas não conseguirem se conter e a cada comentário no filme, gritos de "Meeeengggooooooo!!!" ou "Neeeeeessssseee!!!" explodiam dentro da sala de cinema. Uma sensação gostosa e ao mesmo tempo hilária, onde dava pra notar a inquietação e eletricidade que aquele assunto gera no ambiente. Nas palavras dos torcedores que participaram do filme: 
  
  "É como dizia Nelson Rodrigues, o Fla x Flu nasceu 40 minutos antes do nada, aqui foi a mesma coisa, antes não sabíamos o que iriamos ver e acabamos sendo contemplados com um filme épico - Falou Desirée Rogério, torcedor do Fluminense e ainda completou - É uma família de Flamengo e Fluminense, uma reedição do que era no meu tempo em que as duas torcidas podiam ver o jogo abraçadas, hoje infelizmente não se pode mais. Eu hoje tenho 65 anos e quando vejo volto no tempo e penso que o futebol poderia ser assim sempre".
  
     Desirée Rogério                                                        Márvio dos Anjos
  
  "São os torcedores revivendo suas as emoções, os jogos que ganhamos e perdemos. A intenção do renato era trazer esse ambiente de estádio pra dentro do cinema e mostrar porque uma rivalidade dura 100 anos, o que a gente viu ai é a chama acesa dessa rivalidade que por mais 100 ou 200 anos vai continuar". Afirmou o jornalista e rubro-negro, Márvio dos Anjos.
  
  Opiniões reiteradas nas palavras do ídolo tricolor Assis que esteve presente para prestigiar a sessão: "Fla x Flu é igual Brasil e Argentina seja na moeda, no palitinho, sempre tem rivalidade. A gente entende bem a reação do torcedor, uns aplaudem outros vaiam, mas sendo da forma pacífica e gostosa como foi acho que é ótimo e por isso agradou à todos.  O filme me emocionou bastante, tanto pelo Fluminense quanto pelo Flamengo, pois tenho muitos amigos lá como Zico, Leandro e outros, que fazem parte da nossa história no futebol".
  
  Zico que está no Katar, não pode comparecer a sessão. Junior, Leandro, Romário e Pedro Bial, também não estiveram presentes.  
  
Assis posa ao lado de torcedor rubro-negro
  
  Falar de Fla x Flu é falar de Maracanã e é claro que não faltam no filme imagens de um dos estádios mais conhecidos do mundo, com as duas torcidas incendiando o Maraca com músicas, gritos de guerra, os tradicionais pó de arroz e os rojões vermelho e preto. 
  
  Com tudo isso uma dúvida surge e esse glamour todo dos grandes clássicos como ficam com o novo Maracanã com menos cadeiras e sem o famoso Geraldino (apelido da antiga geral do estádio)? Os entrevistados foram unânimes em dizer que grande parte esse glamour se perdeu e que modernidades são necessárias para melhor atender o público, mas que poderiam ser feitas de forma mais sutil, sem modificar tanto a condição do estádio.
  
  Sentimento resumido nas palavras de Assis: "Muita coisa boa aconteceu nesse novo Maracanã, mas glamour mesmo é o velho Maraca, esse dá saudade!". Pensamento que todos concordam e que Sasha arrematou: "200 mil pessoas no Maraca não vai ter nunca mais, quem viu, viu... quem não viu só no Youtube!" - brincou o neto de Nelson Rodrigues.
  
                                                                          Assis                                                                Sacha Rodrigues
  

 O futebol carioca não passa pela sua melhor fase, o documentário nos transporta para uma época de ouro do futebol, onde através desse clássico, capaz de arrepiar qualquer torcedor, fazendo dele um filme para todas as torcidas. E se alguns se perguntam o que falta para termos times como os que vemos na tela de volta nos gramados. A resposta foi bem resumida por Sasha: - Ninguém tem a obrigação de ser craque como os que vimos na tela, mas precisa ter o sentimento que eles tinham ao vestir a camisa.
  
  O documentário de Renato Terra chega em breve ao circuito aberto, por isso continuem ligados aqui no CA para ficar por dentro dos lançamentos e não perder a data de estreia desse bate bola entre torcidas que ainda vai dar muito o que falar. Siga o @CinefilaArte e curta a nossa Fanpage para acompanhar todas as novidades e mias da nossa cobertura do FestRio.
  
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